Análise: Castle of Illusion (2013)

Se você é do tempo do Mega Drive, certamente lembra de Castle of Illusions, clássico Disney da Sega de 1990. Ele surge novamente em 2013 com gráficos e histórias bem polidos, remontando a busca de Mickey para salvar Minnie das mãos da feiticeira Mizrabel. Está disponível de diversas formas: Playstation Network, Xbox Live Arcade, PC e smartphones Android, iOS e Windows Phone.

Vamos se aventurar pelas ilusões desse castelo.

 

Não deixe roubarem a juventude de Minnie, Mickey!

  

A história conta a felicidade do casal de camundongos mais famoso da Disney: Mickey e Minnie. Só que a alegria deles durou pouco. Mizrabel rapta a namorada de Mickey, levando-a para o “Castelo das Ilusões”. O objetivo da vilã é roubar a juventude da pobre ratinha.

O namorado dela vai até o castelo para salvá-la, mas, para que chegue até a feiticeira, ele precisa recolher 7 gemas para formar um arco-íris que o levará a terrível malfeitora. Cada uma dessas joias é guardada por um mestre da ilusão poderoso.

Mickey enfrenta todos e recupera cada uma das gemas. Depois, enfrenta Mizrabel e salva Minnie a tempo dos perigos iminentes. A feiticeira acaba recebendo o poder das gemas juntas e fica boazinha.

Quando o castelo estava prestes a desmoronar, a feiticeira – agora na sua forma velha – salva os camundongos dali e tudo acaba bem com Minnie dando um beijo em seu salvador.

A história é bem clichê, mas a narrativa, como é contada, ficou como um livro infantil. Muito pertinente a proposta do jogo e as animações Disney de antigamente. Também está bem fiel à versão original do game, porém com mais riqueza de detalhes. As músicas e gráficos são muito bem produzidos e ajudam na nossa nostalgia com a versão de 1990.

  

Um vídeo para ter um gostinho de como é o game:

 

Enfrente os Mestres das Ilusões

  

A jogabilidade é bastante simples: um botão para lançar itens como maçãs, fogo ou outro elemento (varia conforme a fase) e pulo. No antigo, para matar inimigos precisava fazer um comando extra, botando para baixo. Agora basta pular em cima do inimigo. É um tipo de simplificação válida e, para quem está habituado a jogos de plataforma como Mario, fica mais intuitivo. Na verdade, o jogo de maneira geral é fácil de aprender a jogar, contando com um tutorial bem prático dentro da narrativa da história. Só que a dificuldade achei fácil demais. Mas creio que é uma questão pessoal, pois vejo esse jogo mais aplicável a um público infanto-juvenil.

Algumas vezes mudam a forma de navegar pelos ambientes. Um exemplo é o Mickey no baralho onde a visão do jogador muda. Outra mudança é nas fases de água, além da forma de enfrentar os chefões das fases.

Por falar nelas, ao todo são cinco, revistas e com mais elementos diferentes de interação: Enchanted Forest (Floresta Encantada), Toyland (Terra dos Brinquedos), The Storm (A Tempestade), The Library (A Biblioteca) e The Castle (O Castelo). Gosto particularmente de alguns extras mantidos como cair na xícara de café e ver blocos de açúcar, nadando contra a correnteza do café sendo mexido pela colher. Também entrar na garrafa de leite e entrar no mundo dos doces cercado por rio de leite. A sombra do Mickey que o atazana o tempo todo. O mundo de brinquedos é impecável nos detalhes. É muito lúdico e divertido, além se der fiel ao original.

Os mestres das ilusões foram mantidos em sua essência, mas com estratégias de vencê-lo diferenciadas. O palhaço vai contra você numa arena circular, permitindo uma movimentação típica de jogos de plataforma 3D. O dragão de alcaçuz é bem divertido, mas Mizrabel ganha todo o destaque pelas várias mudanças de ataques que sofre.

 

Um vídeo do jogo em execução pode te ajudar a entender melhor a minha descrição:

 

Enfeitando o Castelo das Ilusões

Cada fase vai se recolhendo as gemas até chegar ao portal que leva para salvar Minnie da feiticeira poderosa. Porém esses não são os únicos itens a serem recolhidos.

Você pode recolher diamantes mágicos pelas fases. Ao todo são 800 e, vou te dizer: uns passam despercebidos nas fases. Seja atento e olhe cada cantinho.

Também são possíveis quadros para enfeitar o castelo de estátuas dos chefões. Conforme você vai conquistando, eles vão surgindo pelo ambiente do Castelo das Ilusões. Também é possível liberar o espelho para que possa trocar a roupa do Mickey, além de pegar pimentas do Pato Donald, uma menção ao clássico Quackshot, também da Sega e para o Mega Drive. Com essa deixa, torço para um remake desse excelente jogo.

São poucas missões extras, mas ajudam a dar uma longa vida ao game que é bem curto. Não é à toa que possui versões mobile.

 

Pontos Fortes

  • Gráficos e músicas muito belos e coerentes com a proposta do jogo e remake
  • Coleções diversas para estender o tempo de partida do game;
  • Chefões e elementos de fases reelaborados, alternando formas de interação durante o jogo.

 


Oportunidades de Melhoria

  • Possibilidade de dificuldade do jogo mais elevada (particularmente achei muito fácil);
  • Mais vantagens na troca de roupa do Mickey  – mudar algo no jogo, pois é só um mero enfeite – como uma menção ao clássico SNES “The Magical Quest”;
  • Trabalhar mais elementos de replay para voltar a jogar, pois são poucas missões e, particularmente, achei rápidas de se concluir.

De maneira geral, Castle of Illusion tem uma narrativa muito bem conduzida com interações e fases que te deixam maravilhado. Vale a pena conhecer o jogo, interagir e conquistar cada gema para salvar a Minnie. Um belo remake de um grande clássico Disney do Mega Drive. Jogue e boas ilusões.

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira (Editor-Chefe) – Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Pós-Graduado em Docência para Educação Profissional, MBA em Game Design e Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação. Foi redator do portal Nintendo Blast, professor de cursos técnicos e Game Designer/Sócio-Fundador do estúdio Céu Games por 6 anos. Atualmente, é professor de jogos digitais e escritor.

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