Análise: DLC Quest

O que acontece quando a indústria de jogos começa a abusar dos DLC’s? Têm-se um jogo totalmente incompleto, onde você tem que comprar para ter uma boa experiência.

É baseado neste princípio que a Going Loud Studios desenvolveu o jogo DLC Quest, um jogo satírico onde todos os elementos do jogo devem ser comprados por meio de DLC (mas claro, com dinheiro do próprio jogo).

Vamos saber mais sobre esse game.

 

O Drama dos DLC’s

O jogo possui uma história clichê: o vilão sequestra a princesa e o mocinho deve salvá-la. Entretanto, a primeira coisa que o jogador percebe é que o jogo não tem animação nem som e o personagem só pode se movimentar para pegar algumas moedas e, claro, comprar DLC, que inclui animar os sprites, adicionar música de fundo e dar mais habilidades aos personagens, como pulo duplo, vidas e adicionar NPC ao jogo.

Mas, de onde veio essa ideia de jogo com este tema? Dos absurdos da indústria de jogos com relação aos DLC, principalmente o caso de um DLC do Battlefield que seria distribuído para quem comprasse em pré-venda o jogo. E, a partir daí, o criador começou a anotar e tirar mais e mais ideias para o jogo. Foram tantas ideias que ele acabou ganhando uma expansão chamado “Live Freemium or Die”.

O jogo ganhou o Xbox Indie Game of the Year 2011 da revista oficial do XBox e foi um dos finalistas do Best Indie at the Canadian Videogame Awards 2012.

O jogo em si é simples e relativamente curto, tanto que consegui 100% das conquistas em menos de 8 horas. O jogo é de plataforma em estilo retrô, não tendo nenhuma novidade grande quanto à jogabilidade. Entretanto, as piadas e situações cômicas, em que o jogador é colocado por não ter a “DLC”, valem as poucas horas de jogo.

Pontos Fortes

  • Piadas e situações cômicas que o jogador passa, relativas ao tema;
  • Estilo Retrô muito bem trabalhado;
  • Crítica aos abusos de DLC.

 

Oportunidades de Melhoria

  • Preço em algumas lojas é bem salgado pelo tempo de jogo oferecido.

Esta foi a análise do DLC Quest. Não foi muito aprofundada, tanto porque é um jogo tecnologicamente simples, que qualquer um poderia ter feito. Entretanto, o que deu o diferencial ao jogo foi a forma que ele trabalhou o tema central: os DLC’s, e por isso temos que parabenizar o game designer pelo ótimo trabalho.

Thalisson Christiano de Almeida

Thalisson Christiano de Almeida

Formado em Ciência da Computação (UDESC). Foi Programador da Céu Games e professor do Técnico em Informática do SENAI-SC. Atualmente, trabalha na empresa By Seven. Já foi jogador de xadrez e praticou kung-fu, ambos por 4 anos. Hoje é praticante do Jiu-jitsu, esperando que não fique nos 4 anos. Não tem preferência de tipos de jogos em especifico, variando desde jogos casuais de Facebook até jogos mais hardcore.

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