Entrevistas com profissionais da área de games: Lucas Jerônimo

Entrevistas - Lucas Jerônimo - Programador

Nossa coluna de entrevistas busca profissionais que atuam no segmento de jogos digitais para contar suas histórias, experiências, seja de forma acadêmica ou no mercado de trabalho.

Entrevistamos o Lucas, que trabalha como programador e desenvolve aplicativos para o Google Play, dentre eles alguns games voltados para o público infantil.

Vamos conhecer um pouco mais da sua trajetória.

Quem entrevistamos? 

Lucas JerônimoLucas Jerônimo tem 23 anos e mora atualmente em Araranguá – SC. Faz uma graduação em TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) – UFSC e trabalha como programador. Desenvolveu alguns aplicativos para Android, de jogos educacionais a ferramentas administrativas. Sempre trabalhou com computadores, mas só começou sua graduação há 2 anos. Possui conta no Google Play: Games for Kids.

 

Perguntas

1) Como começou o seu interesse pelo desenvolvimento de games, programação?
Então, eu sempre fui muito vidrado em games, desde pequeno sempre foi meu maior hobby e uma das carreiras que tinha em mente era ser desenvolvedor de games. Recentemente (há cerca de 2 anos) comecei a trabalhar como programador Animal Discovery - Gameem uma empresa local (Intime Sistemas), me aproximando da minha meta (ou metade dela). Junto com o trabalho também faço uma graduação em TIC (Tecnologias de Informação e Co-municação) e durante umas das disciplinas fui incumbido de desenvolver um software que rodasse em dispositivos móveis. Eu escolhi o Android e foi onde surgiu o meu primeiro aplicativo/jogo para Android: o Animal Discovery.

2) Comparados a softwares mais tradicionais, qual a diferença que você mais vê em trabalhar com games?
Como todos os tipos de software, uma das partes mais importantes é o layout, onde o mesmo deve ser o de mais fácil compreensão para o usuário final. Em uma game não é diferente, porém se tem muito mais trabalho para desenvolver o layout de um jogo, pois o mesmo não deve ser focado somente em usabilidade e sim possuir um designer bom. Para mim, essa é uma das maiores dificuldades em desenvolver um jogo, sendo que eu trabalho sozinho e fica muito difícil montar um design bom e também produzir imagens. No caso delas, eu busco sempre aquelas sem direitos autorais ou gratuitas para distribuição, sendo que nenhum dos meus aplicativos/jogos são pagos.

Monta Palavras3) Qual dos seus trabalhos/projetos te deixou mais realizado em fazê-lo?
Em questão de desenvolvimento, o primeiro, pois foi onde eu comecei a aprender a programar em android, o que foi muito realizador, aprender algo novo e ver um resultado positivo. Sendo que, logo após o lançamento do mesmo, tive a chance de o pôr em uso em uma creche local onde diversas crianças se divertiram com o jogo. Depois de um mês de uso, os resultados também foram positivos, onde as crianças que “brincaram” com o jogo também conseguiram memorizar os animais que apareciam nele. Mas outro que também me deixou muito realizado foi o “Monta Palavras” que, logo após seu lançamento, um professor de Minas Gerais entrou em contato comigo dizendo que o utilizou em uma sala de aula da 4º série e teve ótimos resultados. Além de se divertirem, os estudantes também aprenderam relativamente mais do que em uma aula regular.


4) Como você vê hoje o desenvolvimento de games para Android e publicação no Google Play em termos financeiros, taxa de downloads?
Como desenvolvo meus aplicativos apenas como hobby, acabo não fazendo uma divulgação apropriada, o que é muito importante para aumentar a taxa de downloads. Mas, apenas divulgando no Facebook e no próprio Google Play, o número de downloads é relativamente bom. Uma das coisas que eu acho impressionante é que metade dos usuários que baixam meus aplicativos são do exterior, não somente do Brasil. Em questão financeira, rende um valor relativamente bom, sendo que isso é apenas um hobby.


5) Quais competências você acha essenciais para quem quiser desenvolver games, programar?
Primeiramente, determinação. Para aprender novas linguagens, procurar novas tecnologias. Mas acho que a mais importante é a criatividade, “é muito fácil” copiar um jogo, mas desenvolver algo novo, isso sim é muito desafiador. Acredito que essas duas são essenciais para um desenvolvedor de games.


6) Quais as possibilidades de atuação profissional que você observa na carreira que está seguindo?
Com a graduação que estou fazendo, ela abre diversas portas, como: Marketing Digital, Gerente de projetos, programador, Analista de Sistemas, etc. Mas com a carreira que estou seguindo, de programador a Analista de Sistema. Acho que isso é o máximo que conseguirei por aqui. Mas há diversas outras possibilidades em outras cidades, como designer gráfico, designer visual, engenheiro de software etc. Essa é uma carreira que, com um pouco de determinação, pode te levar a muitos lugares.


Muito obrigado pela participação em nossa coluna e aguardem mais entrevistas!

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira (Editor-Chefe) – Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Pós-Graduado em Docência para Educação Profissional, MBA em Game Design e Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação. Foi redator do portal Nintendo Blast, professor de cursos técnicos e Game Designer/Sócio-Fundador do estúdio Céu Games por 6 anos. Atualmente, é professor de jogos digitais e escritor.