Gamers: Capítulo 18: Salvem os Sábios – O Templo do Fogo e Água

Gamers - Saga de Hyrule

Devido a pouca idade e com o objetivo de fortalecer os escolhidos, a Princesa Zelda recomenda que as crianças vão ao Templo do Tempo fazer o ritual para libertar o mundo do mal de Ganondorf.

Na verdade, o vilão e General Z chegam antes e impedem, até porque nem seria possível eles vencerem com os poderes atuais. Após Sandro conseguir tirar a Espada Mestra, eles ficam selados para um amadurecimento espiritual de sete anos, voltando mais fortes como adolescentes.

Agora, a missão é salvar os cinco sábios aprisionados por Ganondorf em seus templos com monstros poderosos. Com eles libertos, o malvado vilão pode ser detido e Hyrule voltar a paz sem controles de V.B.

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Hyrule - Zelda

Capítulo 18: Salvem os Sábios – O Templo do Fogo e Água

O choque de ver Hyrule tão mudada deixou, por um momento, os escolhidos paralisados. Quando lembraram de suas missões e perceberam que poderiam mudar aquele cenário, dividiram-se para os seus destinos e foram buscar aqueles que poderiam salvar tudo de Ganondorf.

Vamos acompanhar as jornadas de George e Tamires.

 

 

George já conhecia aqueles trajetos pela Montanha da Morte, mas uma cratera nele revelava um templo que não tinha visto antes. A montanha da morte estava agitada, como prestes a entrar em erupção. As chamas lá dentro estavam novamente acesas. De fato, seria uma exploração perigosa, mas necessária para que ele continuasse.

– Segundo o mapa, o Templo do Fogo fica localizado aqui mesmo – comenta George. – Vou ter que entrar para salvar Darunia.

O escolhido entrou. Defrontou-se com um altar muito bonito, repleto de estátuas com fogos em suas bocas. Uma escada levava até elas e as passagens que ele precisava explorar.

Dessa forma, o escolhido começou a explorar o ambiente. Viu muita lava, lembrando muito quando conseguiram a Pedra Espiritual dos Goron. Também observou que um goron veio correndo até ele desesperado, dizendo:

            – Socorro… ele despertou o monstro de novo.

            – O que está acontecendo? – George para o Goron para perguntar.

            – Ganondorf despertou Volvagia, um dragão de fogo poderoso. Ele guarda Darunia, nosso representante da cidade Goron.

            – Onde posso encontrá-lo? Vim para salvá-lo.

            – Você? – olha bem para a face de George e se lembra. – Você é o escolhido! Uma daquelas crianças que vieram aqui e destruíram o monstro que nos assolava mais uma vez. Confio em você.

Com a palavra de confiança, George recebeu instruções preciosíssimas sobre como trilhar os caminhos pelo Templo do Fogo.

            – Obrigado e, por favor: salve os outros Goron aprisionados que estão por lá!

            – Pode deixar comigo! – afirma George.

O escolhido de Donkey Kong adentra o ambiente e já pôde ver uma cela com um Goron preso nela. Pulou algumas plataformas para não cair na lava e chegou até lá, libertando-o. Como agradecimento, o goron disse:

            – Obrigado. Você deve tomar cuidado com inimigos pelo caminho. Vá seguindo onde cada goron foi aprisionado que você chega à Darunia. Boa sorte com o dragão.

George foi avançando cada cela e salvando os gorons. Os perigos também aumentavam. Torch Slugs e Like-Likes eram perigos que enfrentava com frequência.  O primeiro era fácil e bem medroso, mas o último, se não cuidasse, era sugado e preso no corpo daquele bicho esquisito e nojento.

Outros perigos foram mais irritantes, como barreiras de fogo para passar alguns labirintos, blocos voadores vindos do chão em direção a ele, além de Red Bubbles voando contra ele.

Quando conseguiu salvar o último dos goron, ele o acompanhou até a porta onde o dragão aprisionou Darunia.

            – Fica aqui o lugar onde aquele monstro prendeu Darunia. Nem ouso entrar ai. É perigoso!

George se aproxima da porta, mas quando ia abri-la, um monstro entrou na frente dele e o ameaçou com um golpe.

            – O que é isso? – George desviou das investidas.

            Flare Dancer– É um Flare Dancer! – grita o goron saindo correndo e deixando o escolhido sozinho com o inimigo.

O monstro começou a rodar como um peão e suas chamas se intensificavam como um círculo de fogo.

            – Hum… vamos ver do que é capaz – o escolhido carrega ki em suas mãos com a força de seu representante e pula para o ataque. – Donkey Kong… Punch!

George acertou bem no peito do adversário, na região que não havia fogo. Ele transformou-se em uma forma pequenina e começou a fugir dele.

            – Venha cá, peste! – grita George, mas tropeça e cai das escadas da porta do chefão. – Ai, ai… minha cabeça… – olha para os lados. – onde ele está? – pressentiu o ki do monstro atrás dele.

Novamente começou a rodopiar com seu fogo, porém dessa vez as chamas pegaram George, que começou a girar para apagar a chama. Quando a apagou, percebeu que o monstro vinha para dar mais uma investida.

Ao ver tal ato, carregou o ki nas mãos e fez um batuque no chão para desequilibrar o inimigo. Dando certo, Flare Dancer caiu e voltou à forma pequena e frágil de antes.

            – Agora você vai ver… – pula para cima. – Donkey Kong… Punch!

O soco acertou em cheio o inimigo, que ficou desacordado no chão.

            – Bichinho insolente! – seguiu pelas escadas até a porta e a abriu.

Ao abri-la, deparou-se com uma arena cercada de lava e com vários buracos nela. Também viu no centro Darunia, que estava amarrado e amordaçado lá.

O escolhido pulou até lá e tirou a mordaça dele, perguntando se estava bem.

            Volvagia– Cuidado! Volvagia está aqui!

De repente, um dragão gigante sai de um dos buracos e começa a cercar a arena. Rugia e soltava fogo, muito bravo com a presença de George.

            – Afaste-se dessa arena, Darunia. Vou cuidar desse monstro! – posiciona-se para a luta.

O dragão lança fogo contra George, mas ele desvia. Depois, o monstro mergulha em um dos buracos.

            – Preciso me concentrar… sentir o ki dele. – pensa o escolhido. – Assim, posso saber onde ele aparece– – o dragão apareceu atrás dele.

O adversário tentou alguns ataques para mordê-lo, porém George desviou-se até levar uma investida, jogando-o contra a parede daquele recinto.

            – Jet Barrel! – antes de cair na lava, formou o jato de barril com o ki e o usou para voar.

Volvagia começou a voar pelo ambiente também, e lançou chamas contra o escolhido. Ele desviou-se das investidas e novamente o adversário entrou em um dos buracos.

O escolhido voltou à arena e se concentrou para sentir o ki inimigo. Foi quando conseguiu antecipar e…

            – Enguarde… – sua mão formou a ponta de um peixe espada. – lance!

George aplicou o golpe no dragão e foi parar atrás dele, como se seu soco tivesse atravessado o adversário como uma lança.

O dragão começou a gritar forte de dor e, de fato, foi vencido pelo golpe poderoso do escolhido. As chamas torraram o seu corpo, deixando apenas os seus ossos e o crânio no ambiente.

Ao terminar a luta, George olha para seus punhos e pensa:

            – Nossa reclusão nos deixou mais fortes. Vejo que meu ki se fortaleceu. Imagine quando tiver os poderes de Donkey Kong. Imagine como estão agora Mario e Sandro, já com os poderes liberados. Entendo agora, Zelda.

            – Parabéns, escolhido – diz Darunia, aproximando-se. – Você conseguiu me libertar desse monstro terrível e salvou meu povo. Precisamos voltar à Câmara dos Sábios.

Darunia cria uma luz que fez levitar os dois. Em breve estarão no lugar de destino de todos os escolhidos e anciãos.

 

 

O Lago Hylia era bem calmo anteriormente, todavia agora estava tão obscuro com os domínios de Ganondorf que Tamires sentiu-se mais determinada ainda a salvar a Princesa Ruto no Templo das Águas. O local estava submerso naquele lugar.

            – Sorte que guardo tudo – pegou as escamas que ganhou do Rei Zora. – Assim, posso mergulhar tranquilamente. Enquanto não tiver os poderes plenos da Samus, não posso usar Dark Suit com Gravity Boost para nadar. Não aguentaria muito tempo.

Tamires mergulhou nas águas e começou a explorar, procurando a passagem para aquele local. Lembrou-se das coordenadas que viu no mapa, até que foi encontrada por um habitante de Zora.

            – Você é um dos escolhidos, estou certo?

            – Sim, sou Tamires.

            – Aguardava você. Venha… vou te guiar pela passagem. Sou a única que não foi presa do nosso povo.

Enquanto conversavam, dirigiam-se para a entrada do Templo da Água.

– Estava em outro local quando recebemos o ataque de Ganondorf. Ele congelou o Rei Zora e a Princesa Ruto com os outros habitantes em uma das partes do Templo da Água.

            – Você sabe exatamente onde eles estão? Vim ao resgate!

            – Sim. Eles se encontram nessa câmara marcada nesse mapa. É o mesmo local que aquele monstro surgiu no passado. Ele o definiu como guardião dos nossos habitantes. Fique com o mapa. Vai te orientar como caminhar pelos labirintos desse templo.

Por falar nele, Tamires se deparou com a entrada. Era muito bonita e estava realmente bem abaixo do fundo daquelas águas.

            – Só espero que seja fácil aqui, pois no jogo é dureza – pensa Tamires.

A escolhida se deparou com diversos desafios, como mudar o nível da água para conseguir entrar em passagens, correntezas e vórtices que quase a levaram embora. Graças ao seu ki e poderes Samus, isso não foi possível.

Shell BladeSe não bastasse, enfrentou, com suas armas e armaduras, diversos Spikes e Shell Blades que surgiam o tempo todo.

            – O TEMPO TODO, NARRADOR! Não aguento mais esse templo. Cadê esse povo de Zora?

Ela evoluiu e já está com TPM, pessoal.

Alguns momentos do templo ela precisava escalar, subir até a superfície para abrir novas entradas, voltar… cuidar com correntes que havia dentro do tempo, que poderiam matá-la…

            – Tenha calma, escolhida – pedia a habitante Zora que a acompanhava. – Já estamos bem próximas.

Foi nesse instante que Tamires viu uma porta grande.

            – É aqui, escolhida. Só vou até aqui com você. Não tenho força suficiente para enfrentar os perigos que estão além dessa porta.

            – Como eu já esperava! – disse, impaciente, Tamires. – Obrigada, porque agora quero descontar minha raiva nesse monstro que aprisiona pessoas.

            – O nome dele é Morpha. Fique longe de suas investidas.

A escolhida de Samus entrou no ambiente. Viu uma arena cercada de água, mas ela era composta de vários pilares, não era plena de chão. Dessa forma, em cada pilar que pulasse, o monstro poderia pular da água para um ataque.

            – Silêncio. Onde esse monstro está? – pula de pilar para pilar, cuidando para não perder o equilíbrio e cair na água. – Não vejo nada aqui.

MorphaNesse instante, uma onda sai da água. Rapidamente ganha a forma de uma cobra e ameaça Tamires com uma investida. Ela só teve tempo de pular para outro pilar e evitar a investida.

            – Finalmente – encarou o monstro. – Samus… Wave Beam!

O ataque não fez efeito, pois pegou no corpo aquático dela.

            – Não teve efeito. Oh! – quando olhou melhor para a água que a cercava, viu alguns blocos muito grossos de gelo no fundo da água. Estavam presos a correntes para não flutuarem na superfície. Neles, estavam os habitantes de Zora.

Ao se distrair com isso, Morpha golpeou Tamires como se fosse um chicote aquático. O golpe lançou-a contra o teto, levando um dano considerável.

Quando a escolhida iria cair lá de cima para levar outra investida, preparou sua arma para outro golpe e:

            – Samus… Annihilator Beam!

Os tiros atingiram a água e fizeram o inimigo se revoltar muito. Foi nesse momento que Tamires percebeu a fraqueza dele.

            – Já entendi. Eu preciso acertar o olho que está no corpo dele – conseguiu cair em segurança em um dos pilares. – Mas preciso pressentir em que lugar da água vai aparecer. Concentração!

Ficou observando e sentindo o ki maligno do monstro. Quando o sentiu com plenitude, a escolhida pulou e atirou para chamar:

            – Samus… Wave Beam!

O tiro acertou a região que ele estava de fato. Ele se ergueu das águas e veio para golpear Tamires como um martelo, acertando toupeiras em seus buracos.

A escolhida desviava-se das investidas. Quando se afastou do alcance do inimigo, enquanto ele vinha em direção a ela, mirou bem no olho dele e atirou.

O golpe foi certeiro e o monstro começou a se revirar inteiro, sendo destruído e fazendo parte da água, como se não fosse mais nada.

            – Ufa! Acabou – escorre o suor da testa, Tamires.

A luz que saiu do monstro começou a derreter o gelo e libertou todos os habitantes de Zora.

            – Obrigado, escolhida – agradece o Rei Zora. – Mais uma vez vocês nos salvando. Somos muito gratos.

            – Onde está o meu amor? – diz a Princesa Ruto. – Mais um que me abandona? Sandro? Não basta o Link?

            – Não sei se você é o amor dele, mas agora precisa vir comigo, Princesa Ruto – pede Tamires. – O mundo precisa de você para selar Ganondorf e evitar os perigos que esse mundo sofre.

            – Af… – Ruto suspira chateada. – Tudo bem – faz uma passagem com luz também, levitando todos para uma saída.

Tamires e Ruto também foram para a Câmara dos Sábios.

 

 

Com essas aventuras, dois dos cinco sábios foram salvos. O mundo já se transformou com eles na câmara novamente. Podemos ver a Montanha da Morte mais calma e o Lago Hylia mais puro e limpo.

Vamos, escolhidos! Continuem em sua jornada salvando esse mundo!

 

Continua…

Próximo Capítulo: As Sábias da Sombra e do Espírito – Impa e Nabooru




Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira (Editor-Chefe) – Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (Udesc), Pós-Graduado em Docência para Educação Profissional (Senac), MBA em Game Design (Universidade Positivo) e Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação (UFSC). Foi redator do portal Nintendo Blast, professor do Senac/Senai e Game Designer/Sócio-Fundador do estúdio Céu Games por 6 anos. Atualmente, é professor de jogos digitais e escritor.

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