Gamers: Capítulo 33: O braço direito de V.B. – Um mistério sobre sua origem

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Salvando Dream Land e tendo seus poderes com a forma plena, Roberta concretizou seu objetivo naquele planeta. Com seus amigos, despediu-se de todos e partiu em direção ao planeta Federação Galática.

Mas… e o que ocorrerá com V.B. e seus generais? E o seu braço direito?

É hora de uma transição antes de chegarmos a próxima aventura dos escolhidos.

 

Capítulo 33: O braço direito de V.B. – Um mistério sobre sua origem

A General M avistava o planeta em que se encontrava sua morada. Pousou tranquilamente com a sinalização de subordinados de V.B. nas pistas de pouso.

Ao pousar, saiu da nave e estava se sentindo em casa. Tirou suas roupas que encobriam as outras, mais colantes e belas, pois não eram mais necessárias sem estar voando.

– Finalmente em casa, depois de uma aventura em Dream Land – diz M, perdendo sua alegria ao ver quem estava na sua frente: o queridinho de V.B., seu novo braço direito.

– Ainda bem que voltou – o braço direito tinha um olhar determinado. – Temos assuntos pendentes a tratar, depois da sua partida daqui.

– Ora, garoto… Acabei de chegar – espreguiçou-se demoradamente. – Dá um tempo! Preciso de uma banheira e muitos sais para relaxar.

Quando M passaria pela porta em direção ao corredor dos aposentos dos generais, sentiu uma arma laser bem na sua cabeça.

            – Tentei pedir de forma educada, mas… vou ser direto: o que você quis dizer sobre eu saber quem realmente sou?

            – Garoto… – deu um sorriso com o canto do rosto como zombaria. –Sabe que isso não é suficiente para me deter? – já estava com as mãos no seu chicote pronta para atacar.

            – Sei, mas uma luta iminente aqui… não sei se você pode me vencer.

Houve um momento de tensão. Os dois ficaram parados, incomodados com o silêncio imenso que se fazia ali dentro. Estavam também preparados, caso seu adversário agisse com um ataque.

Outros subordinados começaram a ver a cena e ficaram espantados, comentando “Eles vão brigar!”, “Meu Deus”, “Chamem V.B., alguém…”. A luta foi quebrada quando ouviram uma voz de um dos generais:

            – Os dois: podem parar com isso – diz o general DS, comandante da divisão 32B. – Querem arrumar confusões internas agora?

DS era um general truculento e mais parecia um tanque de guerra. Tinha uma força descomunal. Sua principal habilidade era o terremoto. Só ele andando você já podia sentir um tremor no chão. Era bastante pesado. A única parte visível do seu rosto eram os olhos, pois vivia com uma armadura pesada em seu corpo. Não utilizava armas, somente seus punhos, o que era suficiente para derrotar qualquer um.

O garoto queridinho de V.B. afasta sua arma de M e ela tira as mãos do seu chicote preso à cintura. Eles se afastam, mas não tiram o olho um do outro.

            – Se você realmente quer saber quem você é… pergunte a V.B! – grita M. – Agora… não fique me enchendo o saco! – sai da sala imediatamente.

O braço direito fica muito bravo e sai em direção ao trono de V.B.

M saía do ambiente, mas DS a pegou pelo braço, puxando-a para perto de sua boca e dizendo:

            – O que você pensa que está fazendo, M? Quer que o garoto saiba de tudo? Quer estragar os planos do chefe?

            – Me larga – solta-se das mãos pesadas de DS. – Agora você vai me atrapalhar? – limpa onde as mãos do outro general a tocaram. – Eu não falei nada, só joguei uma indireta. Ele precisava ouvir. Estava se achando especial demais, aliás… mais especial do que nós.

            – Não julgo as escolhas do meu chefe como vocês fazem. Ele sabe o que faz.

DS tinha essa característica também: extremamente leal e obediente. Não julgava as ações de V.B. e as atendia sem questionar.

            – Agora, se me der licença, vou tomar banho.

            – E eu vou à Federação Galática sob ordens de V.B.

            – Vai acompanhar os escolhidos, é? – pergunta M.

            – Sim, V.B. me escalou para essa missão. Vou agora mesmo. Eles estão fortes?

            – Um pouco. Mas agora tem mais uma fedelha com poderes plenos. Pode te proporcionar alguma diversão. Ahahaha… – M retira-se do recinto.

O general fica pensativo, mas animado também. Queria testar a força dos escolhidos mais do que nunca. Porém, outro pensamento surge em sua mente, referente ao que presenciou.

“Fui eu quem trouxe o garoto até nossa galáxia. Lembro…”.

Lembrou-se desse momento por um instante, porém depois voltou ao seu foco. Dirigiu-se à nave – um pouco maior devido ao seu tamanho e peso – preparou as coordenadas de direção para onde ia e partiu. Seu destino era o próximo dos escolhidos.

 

 

O braço direito de V.B. dirigiu-se ao trono do seu mestre. Ele estava lá com os seus painéis acompanhando cada operação que ocorria nos planetas que conquistava, mas em especial um, acompanhando os escolhidos.

Ao se aproximar do mestre, V.B. perde a atenção dos controles e olha o seu subordinado. Percebeu uma aparência estranha e muito irritada dele.

            – Mestre… quero saber tudo sobre minha origem.

            – Hum? – pergunta-se V.B. com sua voz pesada e tenebrosa. – Por que essas perguntas agora?

            – Sei que fui levado do mundo real à Galáxia Gamer, apesar de não lembrar direito disso. Depois, em Corneria, fui resgatado por vocês dos perigos que quase morri. Mas… por que estou aqui nesse mundo?

            – Seu destino era se opor aos escolhidos, meu fiel braço direito – diz a voz pesada de V.B. – Enquanto a estrela foi buscá-los para trilhar o caminho contra nós, você foi trazido para trilhar o caminho ao nosso lado. Foi o equilíbrio necessário para que possamos dominar a galáxia e não sermos mais esquecidos por nenhum gamer.

            – Por que M fica me dizendo então “Se eu soubesse quem era de verdade…”.

            – M e os outros generais estão com inveja de você – afirmou rapidamente, V.B. – Perderam o posto como braço direito, que você conquistou pelo seu poder. Isso é normal e esperado. Você mostrou muito mais força de vontade que eles, além de estar mais poderoso. Você foi preparado desde o início para vencer os escolhidos.

            – E por que devo vencê-los? – questiona o braço direito.

            – Precisamos restaurar a paz nessa galáxia. Depois que eles não forem mais necessários, é seu papel derrotá-los para que não nos causem mais problemas. Creio que somente os generais não serão suficientes para isso.

            – Por isso o acompanhamento deles agora, além do rapto dos heróis de cada planeta?

            – Sim! – afirma V.B.

Nesse instante, o braço direito vê a sua volta todos os heróis raptados presos em celas, circundando o trono de V.B. a uma distância de raio de 3 metros. Mario, Luigi, Peach, Samus, Donkey Kong, Link, Fox, Kirby e muitos outros. Estavam todos amordaçados e presos a correntes.

Peach olhou para o braço direito de V.B. e balançou a cabeça dizendo “Não” várias vezes. Chorava bastante.

Ele não entendeu nada e lhe bateu uma dor no coração jamais sentida antes, mas tirou o foco da princesa, dizendo:

            – Obrigado, mestre. Vou pedir a sua licença para descansar.

            – Licença cedida.

O garoto caminhava em direção aos seus aposentos enquanto V.B. levantava-se do seu trono e ia em direção à cela de Peach. Olhou bem nos olhos dela e disse:

            – Viu como posso arruinar tudo o que planejastes, princesinha? Você muito em breve verá a minha ascensão plena à Galáxia Gamer. E o seu reino e de todos esses personagens patéticos… serão meus! Meus! HAHAHAHAHAHAHA…

 

Continua…

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira (Editor-Chefe) – Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Pós-Graduado em Docência para Educação Profissional, MBA em Game Design e Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação. Foi redator do portal Nintendo Blast, professor de cursos técnicos e Game Designer/Sócio-Fundador do estúdio Céu Games por 6 anos. Atualmente, é professor de jogos digitais e escritor.