Gamers: Capítulo 47: A Poluição das Kremkroc Industries – Kalypso e o Mecha Kremling

No último episódio dessa história dos escolhidos gamers, eles avançavam em direção a Gangplank Galleon para salvar George das mãos de King K. Rool. Ele é o kremling chefe que roubou as bananas especiais, que liberam os poderes do escolhido de Donkey Kong.

Nesse momento, eles acabaram de chegar à última região, bem próxima do objetivo final: Kremkroc Industries.

 

Capítulo 47: A Poluição das Kremkroc Industries – Kalypso e o Mecha Kremling

Uma paisagem bonita não é o adjetivo melhor para descrever a região de indústrias Kremkroc – ou Kremkroc Industries. A poluição lançava uma nuvem que não permitia ao sol aparecer muito, fora o ar denso que já atingia os escolhidos, para que reclamassem e muito:

            – Ar nojento. Lugar cinzento demais – reclama Roberta. – Qual a chance que tem de algo fofo e lindo se criar aqui? E nem comida tem. Estou com fome e só comi bananas até agora nesse lugar.

            – Nossa… – diz Tamires. – Nunca vi você reclamar tanto, Roberta.

            – Verdade – concorda Mario. – Mas eu tenho uma barrinha de cereal acho, aqui… – busca no bolso e dá para a amiga.

Roberta come aquilo como se fosse a comida mais deliciosa que existe.

            – Também… esses macacos nem para arrumarem comida – reclama Sandro. – Nos outros lugares ganhávamos banquetes.

Uma bengala voa na cabeça de Sandro.

            – Ai, o que foi dessa vez? – vira-se para ver quem fez tal ato e vê Cranky Kong novamente. – Foi você? O que faz aqui? Consegue andar até aqui mesmo sendo tão idoso!

Leva outra bengalada.

            – Seu moleque atrevido. Nós os Kongs estamos acompanhando a jornada de vocês. Mas, já que mencionaram comida… – outros Kongs aparecem e trazem um banquete para eles. – Ela está aqui.

            – EU QUERO! – Roberta já pula e começa a agarrar a coxinha de frango, um pedaço de bolo, beber o suco e… Socorro!

            – Vamos comer antes que a Roberta coma tudo! – grita, desesperado, Sandro.

Dixie, Cranky e Candy Kong trouxeram toda a comida para eles. Era tanta que eles rapidamente ficaram cheios. Foi bom, pois até se esqueceram do ambiente horrível que estavam.

Ao terminar a refeição, Tamires questiona Cranky:

            – Senhor… Essa região é tão industrializada. Inclusive já estamos perto de uma das fábricas e, pelo que vejo no mapa, vamos ter que adentrá-las para seguir jornada.

            – Sim, escolhida – confirma Cranky Kong. – De fato, vai ser necessário passar pelas duas principais indústrias e destruí-las. Elas foram construídas aqui, pois os kremlings queriam criar uma autoestrada subterrânea secreta direto para Monkey Mines. Dessa forma, eles teriam a conexão com todas as minas de Kongo Jungle. Parece que a união de V.B. fez ativar esses planos novamente.

            – O preço é caro por essas construções – observa Mario. – Olha o estado desse ar, do ambiente e do lago – ele borbulhava de tanta poluição que continha.

            – Bem, pessoal… – pede Sandro. – Vamos seguir adiante, pois sinto cheiro de porrada. Já estou emocionado.

            – Vamos – concordam todos.

            – Sigam pelas indústrias e passarelas que não tem erro – avisa Cranky Kong. – Destruam essas fábricas para que nossa paz reine novamente.

            – Beleza, velhote! – diz Sandro, que fugiu antes de levar outra bengalada.

 

 

Os escolhidos avançaram a primeira indústria. Entraram e já foram recebidos por abelhas zingers. Rapidamente, Tamires e Mario alvejaram com Power Beam e Fire Ball, respectivamente.

Enquanto isso, Sandro foi preparando bombas para ir estourando o local. Isso não foi muito difícil, afinal o material tóxico ali dentro era extremamente inflamável.

Quando estavam saindo dessa fábrica, as bombas estouraram e tudo explodiu. A missão foi completada e agora seguiram em direção à outra fábrica.

 

 

Kalypso acompanhava as câmeras de segurança da primeira fábrica e viu o sucesso dos escolhidos.

            – Desgraçados. Destruíram nossa querida fábrica. Mas KAOS e meu mecha vão dar um jeito nesses fedelhos. Ah, se vão. Hahaha.

 

 

Com algumas passagens bem complicadas, os escolhidos conseguiram chegar à segunda fábrica. Finalmente estavam mais próximos do seu destino final.

            – Vamos, pessoal. Estamos muito perto de salvar o George – incentiva Mario.

            – Vamos! – gritam em uníssono.

Ao entrarem, viram que o ambiente estava cercado de barris com símbolo de caveira.

            – Já jogamos Donkey Kong, pessoal… São dumb drums, barris robóticos que são seguranças daqui. Vocês sabem o que saem desses barris – avisa Roberta.

            – Slippas – gritam todos e já se preparam para atacar.

De fato, várias cobras começaram a sair dos barris para atacá-los.

– Deixe comigo – Roberta pula na frente das slippas.

A escolhida de Kirby transforma-se em Dark Mind, um personagem do universo que representava. Seu corpo ganhou um capacete com chifres e uma armadura de espinhos em volta de uma aura negra.

            – Que é isso? – fala, chocado, Sandro.

            – Um dos seres de Kirbi que posso me transformar. Os outros que não são de Dream Land, somente se eu absorvê-los – informa Roberta, posicionando-se contra as cobras.

Roberta começa a criar diversos espelhos pelo ambiente e, em vez de lançarem ataques, eles começaram a absorver as cobras e dumb drums do ambiente como um furação que passava por ali levando tudo.

            – Dark Mind… Hurricane Mirrors! – grita a escolhida.

Após a investida, Roberta volta ao normal, com roupas rosadas à Kirby.

            – Vamos seguir adiante, pessoal – ela pede aos outros.

As caras estupefatas eram bem expressivas com o que ocorreu. O ataque foi tão poderoso que fez uma boa limpa ali.

            – Muito &%$#, Roberta.

Palavrões não, escolhido. Ai ai ai.

Sandro estava se preparando para colocar bombas ali, mas…

            – Parece que não foram suficientes mesmo – surge a kremling.

O mecha dela dá passos pesados e possui mãos para socar, pés longos e está no formato de um kremling: King K. Rool. Dentro dele, mais especificamente na barriga do robô, pode-se ver, através de um vidro na cabine de comando, Kalypso falando em alto e bom som com os escolhidos.

            – Uma kremling? – Tamires sente vontade de lutar. – Hunf. Deixem-na comigo, pessoal. Cuidem daquele outro…

            – Que outro? – foi quando se deram conta de outro robô.

Era KAOS, o robô kremling de apoio de Kalypso. Ela tinha socos de luvas de boxe, lâminas que giravam em seu corpo cilíndrico, jatos propulsores e uma espécie de nave espacial de tiros lasers de apoio. Haja arma, hein?

Sandro e Mario já desviaram de um soco de KAOS, pulando um para cada lado. A seguir, o inimigo tenta socar mais. O robô aproveita para lançar também sua nave espacial para combater Roberta. Ela desviava dos tiros, mas sabia que precisava tomar uma ofensiva logo.

            – Tive uma ideia – pensa a escolhida.

 

 

Enquanto isso, Kalypso provocava Tamires:

            – Acha mesmo que vai me derrotar com essa armadura, escolhida de Samus? Meu mecha… – troca a mão do mecha para uma serra elétrica – é muito mais poderoso – tenta golpear com a nova arma.

O mecha da kremling podia alternar armas nas mãos com um canivete suíço. Ela investia com a serra elétrica, além de socos poderosos contra Tamires, mas a escolhida assumiu a ágil Morph Ball e conseguia se locomover rapidamente para fugir das investidas dela. Tanto que foi para baixo dos pés do mecha e ficou dando voltas neles, desviando-se dos ataques.

            – Desgraçada… vai ficar só desviando de minhas investidas? Venha lutar! Ataque-me!

Tamires se afastou dela e voltou à forma normal, com a Power Suit, dizendo:

            – Eu estava fazendo isso. Já deu uma olhada embaixo?

Quando Kalypso foca os olhares do mecha embaixo, vê diversas bombas implantadas pela forma Morph Ball de Tamires.

Só dá tempo da kremling pular fora do mecha para começar as explosões, destruindo o seu robô particular como sucata velha.

            – Moleca… atrevida! – parte para cima de Tamires.

A garota desvia o soco e dá outro na nuca da kremling, deixando-a desacordada.

            – Muito papo e pouca técnica. Devia ficar calada – constata Tamires, tirando o capacete da Power Suit e o segurando com a mão esquerda. – Sou escolhida de uma grande e poderosa caçadora de recompensas. Poupe-me, kremling.

 

 

Roberta transforma-se em Adeleine, assumindo o chapéu de pintora e uma roupinha da mesma coisa da amiga que fez em Dream Land.

            – Adeleine… Paintings! – começou a pintar no céu várias navezinhas do mesmo jeito que sua inimiga. Só pareciam ser feitas de papel, de tão fofinhas e bonitas.

A nave espacial inimiga dela ficou atônita, vendo o ato da escolhida.

            – Agora, pinturas fofinhas… persigam aquela nave malvada!

As pequenas naves começaram a circundar a outra. Desesperada, a inimiga tentava fugir, mas quanto mais tentava, mais elas conseguiam cercar e circundá-la novamente.

            – Fogo! – pede Roberta.

Os tiros de laser atingiram a nave espacial de KAOS, destruindo tudo. A escolhida vibra de emoção e comemora com as navezinhas fofas que criou.

 

 

Já Mario e Sandro preparavam um ataque contra KAOS, que não parava de lançar investidas.

            – Cuide lá de cima que eu vou pará-lo – diz Sandro.

O escolhido de Super Mario dá um pulo alto o suficiente para ficar bem acima de KAOS e sua cabeça.

            – Minha vez… Midna… Hand! – surge a mão gigante de Midna do corpo de Sandro. Ela se estica como borracha e pega o corpo de KAOS, segurando-o para não se movimentar.

            – Ótimo! Super Mario… – bem em cima do inimigo. – Stoooomp! – uma bela pisada na cabeça do inimigo à Super Mario.

O golpe de Mario chega a rachar KAOS ao meio, fazendo-o virar uma sucata bem volumosa.

            – Perfeito! – comemoram os dois.

            – Conseguiram? – pergunta Tamires, aproximando-se.

            – Sim!

            – E eu também – comemora Roberta. – E a kremling?

            – Já foi levada pelos Kongs – fala Tamires. – Eles acompanhavam nossa luta. Agora precisamos fugir, pois nossas lutas ativaram focos de incêndio. Vamos!

Ao verem as explosões da fábrica de longe, em segurança, eles sentem-se aliviados e logo também dirigem-se à outra vista, mais interessante.

            – Olhem… já consigo ver o navio do King K. Rool ali aportado – diz Sandro. – Estamos bem perto. Vamos invadir esse navio logo e salvar nosso amigo.

Todos armaram-se novamente, prontos para uma batalha. Gritaram todos juntos “Vamos!”.

Assim, nossos escolhidos passaram por Kremkroc Industries e já estão bem próximos a Gangplank Galleon. A batalha final de Kongo Jungle se aproxima.

 

 

Os generais Z, M e DS já estavam em suas naves.

            – O chefe mandou nós irmos atrás de Diógenes, mas TP nos chama para a missão principal dos escolhidos em Kongo Jungle – afirma Z. – Que confusão!

– Nem tanto – comenta M. – Já checaram as atuais coordenadas de Diógenes? Elas batem em direção a Kongo Jungle. Ele deve estar indo atrás de nós ou dos escolhidos.

– É dos escolhidos – afirma, com convicção, DS. – Entendo o que ele quer e fatalmente o encontraremos. Logo, vamos partir para Kongo Jungle o quanto antes. Se conseguirmos obter o que nosso mestre quer, será mais fácil de derrotar o ex-braço direito de V.B.

As naves partem para o destino. Que confusão, leitor. Todos convergem para Kongo Jungle. O que acontecerá?

Continua…

Próximo Capítulo: Invasão ao Navio de Gangplank Galleon – King K. Rool contra o escolhido de Donkey Kong

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira (Editor-Chefe) – Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Pós-Graduado em Docência para Educação Profissional, MBA em Game Design e Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação. Foi redator do portal Nintendo Blast, professor de cursos técnicos e Game Designer/Sócio-Fundador do estúdio Céu Games por 6 anos. Atualmente, é professor de jogos digitais e escritor.

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