Gamers: Capítulo 48: Ataque ao Gangplank Galleon – O Rei contra o escolhido de Donkey Kong

Finalmente conseguindo passar pela última região, Kremkroc Industries, os escolhidos derrotaram Kalypso e planejaram invadir o navio de King K. Rool: o famoso Gangplank Galleon. O objetivo é salvar George, além de recuperar as bananas especiais, que darão poderes plenos ao último escolhido que falta recebê-los.

Mas eles não sabem que, em paralelo, os generais de V.B. se aproximam dessas terras.

 

Capítulo 48: Ataque ao Gangplank Galleon – O Rei contra o escolhido de Donkey Kong

Observar ao longe o navio Gangplank Galleon era o que Tamires fazia. Junto aos escolhidos, a adolescente que representava Samus via de longe a embarcação, acompanhava as rotinas dos inimigos naquele transporte, além de controlar a equipe – principalmente Sandro – para não saírem invadindo o barco que nem doidos varridos. A menina pensava:

– Eu não me preocupo com os generais. Eles têm algum interesse pessoal em nós e, de fato, não vão nos matar. Já percebi que eles querem que consigamos todos os nossos poderes com plenitude. Também desejam que participemos desse treinamento por esses planetas. Mas porquê? Não tenho ideia ainda, somente hipóteses. O ataque ao navio deve ser cauteloso, pois King K. Rool pode tentar matar o George. Ele é só uma peça a ser usada por V.B. nesse plano maior. Creio que nem sabem das intenções em sermos treinados dessa forma. Senão, não teríamos tido tanto trabalho assim para conseguir nossos poderes e…

– Roberta? – chama Sandro, tirando a menina do transe, emaranhada nos pensamentos. – Vamos logo. Quero bater muito neles!

Tamires ignora os comentários de Sandro e dirige-se a Mário e Roberta:

            – Vamos conversar com pessoas mais… sensatas primeiro.

            – O quê? Como ousa falar comigo assim? – grita Sandro.

            – Calma, Sandro – pede Roberta. – O que estava planejando, Tamires? Conheço essa cara quando você fica pensando demais.

A escolhida expõe sua teoria em relação a George e o perigo que ele pode correr, se for feito de maneira brusca. Com o relato, Sandro entende e fica mais calmo. Afinal, ele era um dos que mais se dava bem com George. Era como se fossem irmãos.

            – Entendo – diz Mario. – Também percebo que estamos sendo jogados como peões de um xadrez desde o Reino de Mushroom nesses mundos. V.B. está tramando algo maior com nossos poderes. Mas, agora precisamos focar em George. Afinal se King K. Rool sentir-se ameaçado, pode dar fim à vida dele.

            – É melhor nos salvarmos sorrateiramente e eu tenho uma ideia – Roberta diz muito feliz, levantando o dedo indicador para o alto.

Todos olham com estranheza, mas resolvem escutá-la.

Reunindo todos juntos, a escolhida de Kirby conta o plano que teve.

Após muito cochichos, ela usa uma transformação e vira um kremling feminino.

            – Que tal? Ao enfrentarmos, consigo agora fazer como o Kirby e ter as propriedades deles. Assim, serei uma kremling muito interessante para entretê-los.

            – Vai mostrar corpo? – dizia, chocada, Tamires. – Valorize-se, menina. Você é só uma adolescente!

            – Não, Tamires – diz, brava, Roberta. – Veja… – pega uns malabares e começa a jogar, brincando com eles pelo ar com destreza. – Que tal?

            – Nunca sabia que você fazia esse tipo de coisa, Roberta – diz, chocado, Sandro.

            – Nem eu, mas o narrador acrescentou essa característica a mim agora – responde Roberta, entregando os meus segredos para justificar condutas dos personagens na trama.

            – Então vamos fazer o seguinte: Roberta vai distrair os homens do navio de King K. Rool. Enquanto isso, Mario… você pode usar a Invisible Cap para libertar o George e salvá-lo.

            – É temporário esse poder de invisibilidade do Super Mario, Tamires – responde o escolhido. – Mas creio que consigo sim. E você e Sandro?

            – Eu vou cuidar das bananas especiais. Consigo me infiltrar com a Morph Ball sem ser percebida facilmente – diz Tamires. – Já Sandro pode fazer a festa tomando a frente, se a situação complicar. Vamos todos nos encontrar na proa do navio. Afinal, lá está nosso maior inimigo: King K. Rool.

            – Mas só vou entretetê-lo, Tamires – ressalta Roberta. – Quero deixar a luta para o George. Essa é a guerra dele.

            – Tudo bem – concorda Tamires. – Todos entenderam o plano?

Os escolhidos não tinham dúvidas. Logo, era hora de agir.

 

 

TP preferiu se afastar de Gangplank Galleon, pois sabia que logo os escolhidos estariam ali. Para falar a verdade, King K. Rool também tinha conhecimento do fato e estava preparado para uma investida. Só não sabia de onde viria e como seria o plano deles para o ataque.

Mas, de fato, o general da divisão 64B estava mais preocupado com a chegada dos outros generais. Falava sozinho:

            – Recebi um comunicado do Z sobre a chegada deles. Finalmente vai começar a brincadeira. Melhor ainda: o traidorzinho braço direito deve estar vindo para cá. Finalmente, vou poder ver sangue derramado em minhas espadas sedentas por batalha. Hahahahaha…

 

 

– Olá, pessoal – sobe Roberta na proa, como kremling. – Vim aqui agradar a todos os kremlings.

– Quem é você? – fala, assustado, King K. Rool.

– Ora, meu mestre – disfarça Roberta. – Vim da Ilha dos Crocodilos especialmente para agradar você e seus súditos. Veja…

A escolhida de Kirby começa a fazer malabares com armas e outros elementos que encontrava no barco. Conforme ela via a sua habilidade sendo apreciada, aumentava o desafio para atrair mais a atenção deles.

Roberta observou onde estava e pensou “George não está por aqui. Então Mario e os outros vão encontrar mais fácil em regiões livres desses… desses… crocodilos feios”.

Distraia-os bastante.

 

 

Mario já usava a Invisible Cap e sabia que tinha pouco tempo para agir. Com o navio mais cheio na proa, pode vasculhar bem a região até ver onde George estava preso.

Foi até lá e pediu silêncio ao amigo.

            – George… sou eu.. Mario. Fique quieto que vou lhe soltar. Estou invisível. Tamires já está em busca dos seus poderes – soltou a mordaça do colega.

            – Obrigado, amigo – agradece George. – Vamos aproveitar que todos se distraíram com a Roberta. É ela, né? Reconheci pelo ki.

            – Sim – Mario confirma rindo. – Está uma graça de crocodila. Vamos encontrar Tamires!

 

 

A escolhida de Samus foi como Morph Ball buscar o lugar mais óbvio e antes protegido que tinha ali: o alçapão que levava ao porão. Tamires observou a arquitetura do navio e, pelo tipo da embarcação, só poderiam estar ali armazenadas as bananas especiais. Era o espaço maior e com mais chance de probabilidade. E olha que inteligente essa menina é mesmo.

Tamires entra pelo alçapão. O porão realmente estava cheio de bananas, mas vazio, pois o atrativo de Roberta desconcertou completamente a guarda de King K. Rool. Eram as especiais. A menina podia sentir uma energia diferente delas.

Voltou a sua forma de Power Suit e pegou uma banana. Seria o suficiente para libertar os poderes de George.

            – Finalmente – comemora a escolhida.

            – Quem é você? – grita um kremling de cima da entrada do alçapão. – Identifique-se!

“Droga” pensa Tamires, já dando tiros que atordoaram os dois kremlings. Deu um pulo mais alto, passando pelo buraco do alçapão e chegando ao convés do navio.

Ao sair dele, já conseguiu chegar a Mario e George. Abraçou rapidamente o amigo salvo e disse: “Coma essa banana especial, rápido”.

George fez rapidamente o que a amiga pediu. Ao comê-la, ele começa a sentir uma energia muito poderosa vibrando pelo corpo inteiro. Um barril escrito DK brilhou em um dos muques de George, depois desapareceu. Assim, está um escolhido com os poderes plenos de Donkey Kong.

            – Sinto-me forte! – mostrou os dois muques do seu braço.

King K. Rool ouve o alvoroço e olha para ver o que acontecia. Ao ver os escolhidos no navio e constatando George livre, enlouquece e grita:

            – É uma armadilha! Ataquem, meus soldados! E você… garotinha – partia para cima de Roberta. – Vai me pagar – forma com o corpo uma bola e sai rolando contra a escolhida.

            – Bola é? – transforma-se em King Dedede. – King Dedede… – surge um martelo gigante em sua mão. – Hammer! – golpeia o inimigo, jogando-o contra o mastro do navio.

O escolhido de Link também surge e já golpeia vários inimigos com sua Master Sword.

            – Parece que já deu uma cuidada no reizinho hein, Roberta?

            – Hunf. Como se eu precisasse de ajuda de alguém mesmo – golpeou mais um.

Mario perdeu a invisibilidade e começou a dar golpes com socos, chutes e pisadas em vários kremlings, derrotando-os facilmente.

Tamires lança tiros em vários também e os nocauteia de forma tranquila.

George sente que os poderes lhe deram mais força, derrubando inimigos com um golpe como se fossem dominós em fileira.

            – Nossa… sinto muita diferença nos meus poderes e gasto menos esforço com meu ki – diz, feliz, George.

            – A mesma sensação que tivemos – constata Mario.

            – Mas precisa dominar plenamente – avisa Tamires. – Cada dia é um aprendizado.

Com os kremlings derrotados, King K. Rool conseguiu se recuperar do golpe da escolhida e estava muito irritado. Ele surge com um pulo gigante próximo aos escolhidos agora reunidos. A chegada chega a tremer o navio, fazendo os adolescentes quase perderem o equilíbrio.

            – Moleques… Agora vão apanhar de um kremling de verdade.

            – Não mesmo – posiciona-se George a frente dos outros amigos. – Essa batalha é minha. Vai levar uma surra por ter me raptado e ficar esse tempo todo zombando de mim aqui prisioneiro. Você vai conhecer com meus punhos a força de um escolhido de Donkey Kong.

King K. Rool não gostava muito de papo e lançou sua coroa contra o escolhido. Ela funcionava como um bumerangue cortante.

George desviou dela, correndo para cima do inimigo com uma velocidade impressionante:

            – Expresso… Agility! – adquire a rapidez do amigo avestruz de Donkey Kong.

A agilidade confundia King K. Rool e George aproveitou a oportunidade para lançar outro ataque:

            – Diddi Kong… Peanut Bombs!

O kremling chefe rebate as balas, jogando longe. Depois, aplica um soco que é defendido por George, mas afasta o adolescente dele. Com isso, King K. Rool aproveita para formar uma bola com o corpo e ir contra o escolhido. Atinge em cheio nesse golpe à Blanka.

O adolescente voa contra outro mastro e sofre danos por entrar em choque com ele, sentindo uma dor intensa. Cai ao chão, mas se levanta rápido, pois seu inimigo vinha novamente com o mesmo golpe.

            – Quer disputar forças? – ainda sentia as costas doloridas. – Vamos ver… – pula do golpe do inimigo, desviando.

A bola King K. Rool sobe um dos mastros e depois desce, tentando cair em cima de George como uma bala de canhão. O escolhido desvia e aproveita a deixa:

            – Dixie… Hair Trap!

Um cabelo gigante de ki surgiu na cabeça de George, fazendo referência aos de Dixie Kong. O novo golpe laça o kremling, prendendo-o como um ioiô. Depois, George larga o inimigo, jogando o adversário como esse brinquedo: indo e voltando, indo e voltando. A ida provocava choque contra vários barris amontoados no navio, partindo-os com o impacto.

Quando George sentiu que o inimigo estava tonto, aproveitou para dar o golpe final:

            – Esse… é pelo herói que represento. Donkey Kong… Giant Punch – o golpe atinge em cheio o inimigo.

O ataque foi intenso e o fez ser jogado para o alto. Depois de um tempo, King K. Rool voltou ao chão e afundou no porão do navio completamente derrotado.

            – Essa é para aprender a não se mexer com Kongs – George bateu no peito como King Kong.

Todos vibraram a vitória dele. Inclusive os Kongs que surgiram ali e parabenizaram-no.

            – Muito bem! – dizia Cranky Kong.

            – Nosso escolhido – dizia Funky Kong.

            – Uhul – diziam os animais amigos de Donkey Kong: Rambi, Winky e Squawks ali presentes.

            – Vamos sair desse navio e levar as bananas especiais para o lugar que nunca deveriam ter saído – diz George.

 

 

Já a salvos na Vila dos Kongs, aproveitavam para comer e comemorar a vitória que obtiveram. Finalmente um descanso merecido a mais uma aventura.

Mas, lamento, leitor. Essa paz irá durar muito pouco, apenas um parágrafo.

Roberta sente energias de ki poderosas se aproximando.

            – Pessoal… sentiram esse ki? – levanta-se da mesa, deixando de lado a comida. Ela parar de comer para isso… É bem preocupante.

            – Sim – diz Mario. – Energias muito malignas e poderosas.

            – São os generais! – afirma Sandro. – Não reconhecem?

            – Chegou a hora que saberemos tudo que está por trás desse V.B – afirma Tamires.

As três naves chegaram e pousaram em um campado livre da Vila dos Kongs. Os escolhidos pediram para os Kongs ficarem em suas casas, protegidos. Os inimigos desceram das naves e falaram:

            – Espero que esteja boa a comida – comenta M, balançando o chicote dela. – Também espero algo melhor que a luta em Dream Land.

            – Hum… – Z verificava suas flechas onde as guardava, posicionando duas no arco. – Vejo que finalmente teremos diversão decente com os poderes liberados de todos. Em Hyrule foi decepcionante. Tem razão, M.

            – Sim, generais – afirma TP que chegou ali com seus poderes de troca, o único sem nave. – Agora podemos obter o que V.B. queria esse tempo todo. E olhe que ele fez segredo e suspense por um bom tempo conosco também sobre essas intenções.

            – Desculpem cortar o discurso, colegas generais, mas sem delongas, escolhidos – diz DS. – Entreguem-se que vamos absorver os seus poderes plenos. Vocês podem permanecerem vivos, mas sem eles. Terão a vida de vocês e voltam à Terra. Que tal? É uma oferta justa. Senão vamos ter que usar a força.

            – Eu prefiro usar a força – comenta TP. – Fazer picadinho de escolhidos.

            – Chibatá-los até pedir perdão pela insolência nos planos do mestre – ameaça M.

            – Então vocês querem nossos poderes? – pergunta Tamires. – Era essa a intenção de virem até aqui.

– Não vamos nos entregar e nos digam qual o motivo disso tudo? – intima Mario.

            – Com os poderes de vocês, V.B. se torna invencível e torna o controle mental nos outros planetas permanente. Nunca mais ninguém poderá libertá-los – explica Z.

            – Os heróis raptados e planetas manipulados eram um atrativo para vocês aparecerem nesse mundo e buscarem os poderes plenos. Agora… está na hora de termos o que precisamos – pede DS. – Entreguem-nos ou vão sofrer as consequências – um tremor leve é sentido na terra e é provocado pelo general da divisão 32B.

Os escolhidos arregalam os olhos com a revelação. Os generais se aproximavam deles preparados para uma luta. De fato, foram peões nas mãos de V.B. Tudo faz sentido para eles e a teoria de Tamires era mais do que válida.

Os adolescentes mudam para uma expressão de batalha e determinação. Não iriam se entregar. Afinal, teriam que lutar, pois estavam nesse momento em uma linha tênue entre a vida e a morte.

 

Continua…

Próximo Capítulo: Massacre dos Generais de V.B. – A Derrota da Esperança da Galáxia Gamer

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira (Editor-Chefe) – Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Pós-Graduado em Docência para Educação Profissional, MBA em Game Design e Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação. Foi redator do portal Nintendo Blast, professor de cursos técnicos e Game Designer/Sócio-Fundador do estúdio Céu Games por 6 anos. Atualmente, é professor de jogos digitais e escritor.