Gamers: Capítulo 51: O passado de Diógenes – A manipulação da Elite Real

Com a aparição de Diógenes para salvar os cinco escolhidos, eles percebem que não podem com as forças de V.B. O ex-braço direito dele deixou tudo pronto para a fuga e segurou os generais para que os adolescentes partissem para o Planeta Start.

Conseguindo êxito, Diógenes abriu suas explicações sobre o seu paradeiro naquele mundo, dizendo que era o sexto escolhido.

 

Capítulo 51: O passado de Diógenes – A manipulação da Elite Real

Com a revelação de Diógenes, agora nos resta, leitor, voltar ao passado e entender como ele não foi chamado junto com os outros escolhidos.

 

 

A estrelinha estava agitada. Afinal, quase que Bowser a pega e ela não conseguiria cumprir o pedido de Peach: levar os amuletos aos escolhidos e trazê-los à Galáxia Gamer.

Aliviada por estar livre de perigo, ela começa a rastrear as crianças. Sentia que um dos amuletos apontava para uma direção; cinco para outra, diferente.

Estava indecisa quanto ao caminho que faria primeiro. Foi então que decidiu ir ao local que apontava apenas um amuleto.

Era a casa de Diógenes. Ele era criança e estava sozinho em casa. Sua mãe havia saído rapidamente para comprar remédio  para o garoto, que estava doente.

            – Ai… justo hoje fiquei com febre – Diógenes reclamava no sofá da sala, assistindo televisão. – Queria estar com Mario e a turma toda, jogando videogame.

A estrelinha adentrou na sala onde estava o garoto. Ele levou um susto que até se esqueceu da febre e do que estava fazendo. Escondeu-se atrás do sofá.

A pequena estrela esperou o menino se acalmar. Ele então saiu de trás do sofá e perguntou:

            – Quem é você?

Quando iria explicar, a porta de entrada da casa sofreu um solavanco. Os dois ficaram muito assustados. A estrelinha, muito mais.

Ela tentou fugir, pois sentiu a energia maligna de V.B., mas o general da divisão 32B foi mais rápido. Pegou-a antes que escapasse.

            – Fique aqui conosco. Você tem papel especial nos planos do mestre – olhava para a estrelinha em suas mãos. – Mas, primeiro… – apontou para Diógenes uma arma com a assinatura de V.B. – Vamos apagar suas lembranças atuais.

Não houve tempo para fugir. Uma onda sonora invadiu Diógenes, aplicando ondas que deixavam a sua mente doida. Era a limpeza que DS estava fazendo no cérebro do menino.

A estrelinha viu aquilo e chorou muito, de tristeza. Tentava se soltar da mão pesada do general, mas não conseguia.

Com o impacto, a limpeza foi realizada e Diógenes caiu no chão da sala, desmaiado.

O general juntou o amuleto que havia caído do chão.

            – Ótimo. O amuleto e o garoto são meus – guardou a arma. – Agora, tenho que resolver a questão dessa estrela – pegou um pequeno chip.

Ele iria aplicar na estrelinha. Ela o olha com medo, mas o chip é inserido nela. Ela fica de um jeito que parece um zumbi, totalmente imóvel e com um olhar meio aberto.

            – Muito bem, pequena estrela. Agora você serve aos propósitos de V.B.. Esse chip não funciona como o controle mental feito nos outros planetas. Somente se ele for destruído você voltará ao normal. Leve os outros amuletos aos escolhidos, explique tudo sobre a profecia e missão deles. Depois, pode agir normalmente, mas nunca… nunca conte para eles sobre Diógenes, o outro escolhido, nem mesmo o que aconteceu nessa casa. Eles são apenas cinco escolhidos.

DS ouve um barulho de carro e percebe que pode ser a mãe de Diógenes. Ele pede para a estrelinha seguir seu destino, pega o garoto e amuleto e passa pelo portal aberto para a Galáxia Gamer. O destino era Game Over.

            – Meu Deus! Cadê o meu filho? – grita a mãe de Diógenes.

Era tarde.

 

 

O general da divisão 32B chega com o garoto no Hall de V.B., na sua parte do Castelo de Game Over. Ele observa o menino e o vê muito debilitado. Achava que era pela lavagem cerebral feita, mas não: estava com febre.

            – O garoto está doente. Preciso levar aos socorros.

Encaminhou o garoto para os socorros de médicos que trabalhavam no castelo. Ficou preocupado a princípio, mas agora, com os doutores, não tinha muito o que fazer ali. Assim, dirigiu-se a V.B. e os outros generais que os aguardavam ansiosamente.

            – A missão foi concluída com sucesso, mestre – reverencia o seu superior.

            – Excelente, DS – comemora V.B. – Já vejo as crianças recebendo seus amuletos com a estrela. Mas… sem um dos escolhidos, vamos poder prevenir o poder deles, como dizia a profecia. Mas não só isso… vamos também ter um poderoso aliado ao nosso lado. Logo, quando chegar a hora e não tiver mais utilidade, eu mesmo arranco os poderes dele junto aos outros escolhidos. HAHAHAHAHA.

            – Ele será nosso aliado, mestre? – pergunta, enciumada, M. – Não sabia dessa parte.

            – Ora, M… ele tem muto potencial. É um escolhido da lenda.

            – E por que o chefe não pegou todos de uma vez? – pergunta TP.

            – E ter que buscar os poderes de cada um? Saber o paradeiro, buscar? Deixe que eles mesmos façam isso para nós. Depois, só vamos lá e os pegamos. Muito mais prático. Assim, vamos nos dedicar a conquistar mais planetas.

            – E a invasão de Corneria, mestre? Vai ocorrer em breve? – pergunta Z.

            – Dentro de dois meses. Agora com a conquista do garoto, vamos buscar liberar os poderes dele, treiná-lo e torná-lo nosso aliado. Engraçado é que ele mesmo derrotará Fox e o capturará para ser nosso prisioneiro. Que ironia não? O escolhido enfrentando seu próprio herói.

            – Hahaha – ri M com a cena. – Adoro sua maldade, mestre, mas… quem irá treinar esse garoto?

Z e TP, generais da divisão 8B e 64B, respectivamente, tiram o corpo fora.

            – Eu que não vou – M faz o mesmo.

            – Eu posso fazer isso – oferece-se DS. – Eu treino o garoto.

V.B. observa o general, as expressões e toda a linguagem corporal do seu servo. Comenta depois:

            – Vejo que ainda pensa no seu filho, DS. Isso não o torna fraco com esse garoto? Compaixão não faz parte do nosso feitio.

            – De fato, mestre, eu ainda penso no meu filho. É muito recente. Vejo também nesse garoto que posso treiná-lo e fazer o que não pude pelo meu filho. Mas ele será leal a nós, a nossa causa.

            – Ótimo, DS. Fique à vontade então. Leve-o para a sua sala de treinos e o torne um garoto forte. Dentro de dois meses, vamos invadir Corneria e ele precisa acompanhar os outros. Afinal, seus poderes estão lá.

V.B. chama uma tela virtual para a reunião e comenta rapidamente, explicando o desenho da nave que apareceu nela:

            – Essa é a Airwing, nave de Fox McCloud. Segundo meus dados, os poderes dele residem nessa nave. Basta o toque e ela liberará os poderes latentes do garoto. Quando chegar a hora, vamos dividir as equipes para a invasão de Corneria e a aplicação do ponto de rede de controle mental do planeta.

            – Após a liberação dos poderes, vou precisar treiná-lo novamente, mestre – avisa DS. – Ele precisará saber lidar com seus poderes, liberá-los plenamente.

            – Entendo… – diz V.B. – Já os outros escolhidos liberarão os poderes e não estarão preparados para usá-los com plenitude. Presas fáceis para nós. HAHAHAHAHA… Dispensados, generais.

V.B. vê seus generais se afastando, mas pensa rapidamente “Apesar que essa lenda eu particularmente não acredito muito. Só lembro do dia que começamos nossa luta nesse planeta. Mas bem… não custa tomar preucações”.

 

 

Os generais voltam aos seus aposentos, mas M cochicha antes com Z:

            – Não gosto desse moleque do nosso lado. E se ele fica mais forte do que nós? O mestre pode nos descartar.

            – Também não confio nele – diz Z. – Mas, confesso que gostaria de lutar e dar um tiro que estourasse o estômago dele. Huhuhu…

            – Eu vou querer as minhas espadas cheias de sangue – diz TP, intrometendo-se no assunto.

Os generais riem juntos, mas depois seguem aos seus aposentos.

Enquanto isso, DS parte para ver como estava Diógenes. O diagnóstico era bom: estava livre da febre e havia acordado. O garoto pergunta para ele:

            – Onde estou?

            – Está seguro, garoto – sorri DS. – Você agora está conosco. Estamos em guerra, enfrentando forças que nos querem derrotados, mas, em nossa fortaleza… você está seguro.

Diógenes fica ainda mais em dúvida. Mas o general DS conta ao garoto que ele tinha o amuleto especial. Ele era o escolhido de Game Over e protegeria os domínios de V.B. contra outros garotos que invadiam a Galáxia Gamer, tomando territórios conquistados do mestre.

Agora, o objetivo dele era ir a Corneria vencer as forças que estavam lá, principalmente Fox, para conseguir obter os seus poderes plenos. Assim, ficaria mais forte e se tornaria um aliado na luta de V.B. contra esses seres que vêm atrapalhar a paz da Galáxia Gamer.

Claro que tudo isso e muito mais era outra forma de manipular o garoto, mas DS acreditava também nisso piamente. Por isso era tão leal e grato a V.B.. Havia sido “salvo” da mesma forma que o garoto. Apesar de não ter concordado com a lavagem cerebral, V.B. o disse que era o melhor para salvar o menino. Ele aceitou assim fazer o serviço, pois o teria do lado deles.

Diógenes, com as palavras de DS, repentinamente o abraçou. O general ficou sem reação no primeiro momento, mas retribuiu ao abraço do menino.

            – Eu vou dar o meu melhor então – diz, chorando, Diógenes. – Se fui assim abandonado, agora aqui será a minha casa.

O general olha o garoto e sorri. Ao sentir o abraço, lembrou-se do filho e disse:

            – Vou te treinar para ser o melhor dentre nós daqui de dentro. Você irá me superar. Mas… – voltou à sua pose de seriedade. – Agora descanse para os treinamentos que começam amanhã.

            – Sim – afirma, empolgado, Diógenes.

 

 

Enquanto os escolhidos invadiam o Reino de Mushroom, Diógenes treinava mais tempo que eles e demonstrava resultados impressionantes.

Destruía robôs inteligentes de V.B. com maestria e agilidade. Chutes, socos e tiros de ki eram só apenas algumas amostras dos seus poderosos golpes.

O general DS agia duramente com o menino, dava ordens, surrava se ele errasse.

            – Faça de novo e direito – era a frase mais dita.

O garoto foi ganhando força, agilidade, resistência e muita persistência. Estava ficando forte. Também dividiam treinos juntos, de forma que Diógenes vinha para cima de DS e o general só se defendia das investidas. Depois, o inverso.

Treinamentos com armas, ki, veículos… isso para uma criança era uma exigência e tanto, mas ele era um escolhido e aprendia rápido, tinha desempenho muito bom e surpreendia o general da divisão 32B. Principalmente em direção de naves espaciais: ele dirigia muito melhor que os generais. DS dizia:

            – Continue assim e Corneria será moleza.

 

 

E por falar nisso, já se passaram dois meses de treinamento. Chegou o grande dia da invasão de Corneria.

Todas as tropas e generais estavam se preparando para o dia. Após as palavras de incentivo de V.B., Diógenes pegou sua nave e comentou de longe para DS:

            – Hoje é o grande dia. Vou detonar tudo por lá e derrotar esse Fox que quer nos derrubar.

            – Isso mesmo. Mantenha foco em sua missão – responde DS.

            – Metido… – pensa M. – Mas virou um servo nosso mesmo. Que trouxa.

Colocaram os capacetes, entraram e fecharam as naves, preparando os procedimentos para decolagem.

Quando receberam o sinal de que estava aberta a saída das naves, eles levitaram e partiram rapidamente em direção ao Planeta Corneria.

            – Hoje chegou a hora de provar que sou muito forte e ter os meus poderes para derrubar esses garotos chamados escolhidos.

Continua..

Próximo Capítulo: Invasão em Corneria – A conquista da Airwing

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira (Editor-Chefe) – Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Pós-Graduado em Docência para Educação Profissional, MBA em Game Design e Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação. Foi redator do portal Nintendo Blast, professor de cursos técnicos e Game Designer/Sócio-Fundador do estúdio Céu Games por 6 anos. Atualmente, é professor de jogos digitais e escritor.

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