Gamers: Capítulo 54: A lenda do Giant Gamer – O Plano de Invasão ao Planeta Game Over

Diógenes conta toda a história vivida e esquecida aos escolhidos. Com isso, ele inicia o treinamento deles para que dominem os seus poderes com plenitude.

Melhorando as deficiências deles, em dois meses eles ficam prontos para os perigos que vão enfrentar em Game Over.

Mas Toadsworth precisa revelar mais um segredo da profecia dos escolhidos: o Giant Gamer.

 

Capítulo 54: A lenda do Giant Gamer – O Plano de Invasão ao Planeta Game Over

“Em um certo momento de perigo, uma poderosa arma surgirá do céu para abençoar os escolhidos. Com todos reunidos, conseguirão vencer as trevas que assolam toda a galáxia: o Giant Gamer”.

– Só isso? – pergunta George.

– Isso que eu acho estranho – indaga Tamires. – Se precisava de todos reunidos, como que ninguém percebeu que faltava Diógenes? Nem Toadsworth, Rosalina, Zelda e ninguém se deu conta disso? – falava indignada.

Toadsworth fez silêncio por um tempo e respondeu à menina:

            – A profecia não é clara quanto a quantidade dos escolhidos. A única que realmente tinha essa informação era a Peach. Ela foi a pessoa que confiaram os amuletos. Ela os guardou em seu castelo em uma passagem secreta ao receber dos céus pelo Player.

Os adolescentes escolhidos ficavam mais confusos ainda. Mario puxou o papo:

            – Quem é o Player?

            – São todos os jogadores que jogam games e dão vida a esse planeta para que ele continue existindo – responde Toadsworth. – Eles, a cada partida, alimentam com energia esse planeta, dão vida a cada ser vivo que aqui reside. Se as pessoas deixarem de jogar, ele morre. Quando uma ameaça assola esse mundo, eles trazem com suas energias um chamado de defesa: os escolhidos. É uma defesa natural que foi criada.

            – Que fofo – exclama Roberta. – Mas sobre esse Giant Gamer… Como ele é?

            – Nada é dito na profecia. Nem como ele pode ser invocado. Lamento – diz Toadsworth.

            – Ora… esse papo todo para não dar em nada – reclama Sandro. – Vamos logo sair daqui para dar umas porradas nesse V.B.?

            – E ser derrotado como todos foram aqui, Sandro? – diz, duramente, Diógenes.

Um silêncio enorme ficou na sala ao ouvir essa pergunta brusca do escolhido de Fox. Ainda era fresco na memória o desespero que sentiram ao perder para os generais, ver seus amigos caindo e machucados. Impossível de vencerem aquela luta.

            – É duro, mas Diógenes tem razão, pessoal – concorda Mario. – Não podemos só contar com nosso poder de luta. Precisamos de uma estratégia e de aliados.

            – Bem, antes de montar estratégias, precisamos de informações sobre Game Over e a Elite Real – afirma Tamires. – E sei de quem conseguiremos isso – dirige seu olhar para Diógenes. – Pode nos explicar?

O escolhido de Fox se posiciona próximo aos comandos do holograma e começa a pesquisar, depois simular algumas projeções enquanto explicava sobre tudo.

“Game Over é um planeta sombrio com objetos e seres vivos em vermelho. Qualquer um que chega lá fica dessa cor. É uma característica do lugar. É uma região com duas divisões: o lado da Elite Real e o dos Plebeus Resignados. O primeiro é o lado nobre de Game Over; o outro dos pobres que se recusaram a viver sob o comando de V.B. e são deixados na miséria. São mais pacíficos e obedecem as ordens de V.B. sem pestanejar como escravos.

Na região dos Plebeus Resignados também é local das duas prisões aos mais rebeldes dos plebeus, aqueles que se recusam ao controle da Elite Real. Elas são chamadas de Limbo da Exclusão.Os dois lados são ligados apenas por uma ponte chamada Corredor da Morte”.

Ninguém piscava e falava ao ouvir e ver as informações apresentadas por Diógenes. Estavam perplexos com a organização daquele lugar.

O escolhido de Fox continuou:

“O outro lado, da Elite Real, é onde está o castelo de V.B. e as centrais de controle de cada general em suas respectivas divisões. Por falar no exército de V.B., eles possuem 1000 homens que trabalham para ele, além de alguns generais que são seus homens de confiança. Vou apresentar cada um deles, mesmo vocês tendo a experiência prática de tê-los enfrentado. A primeira divisão é a 8B, com atiradores de elite. São liderados por Z, general dessa divisão e ele tem um braço de confiança: XE”.

            – Eles têm braços de confiança? – pergunta, perplexo, George.

            – Sim, cada um deles possui um braço de confiança que compartilha com as formas de luta do seu general. Eles possuem uma força de 75% comparando aos generais.

Todos ficaram bem surpresos em mais desafios. Achavam que eram somente os generais. Eu também, leitor. Mas tive um surto de criatividade e inventei mais alguns para dar lutas emocionantes, o que acham? Hein, hein?

            – Chiiiiu, narrador. Queremos ouvir a história – gritam os escolhidos.

Ok, estou quietinho. Continue, Diógenes.

“Continuando, a divisão 16B tem como foco elementos de captura. São liderados por M que tem como, seu braço de confiança, a PG”.

            – Desgraçada – reclama Roberta. – Essa aí eu quero dar umas bordoadas.

Sandro se aproxima da amiga fofa, abraça-a pelo ombro e diz:

            – Já está pegando o meu clima. Isso aí.

“Com licença, mas continuando… na divisão 32B o foco são golpes que causam tremores e modificações nos elementos naturais. São liderados por DS e seu braço de confiança é RP”.

            – Pensei que seria você, já que te treinou – diz George.

“Pois é, mas continuando… a última divisão é a 64B com foco em golpes de transferência de elementos sólidos. Representada por TP, tem como braço de confiança, o GL”.

            – Mas é uma sopa de letrinhas esses caras também, hein – reclama Sandro.

“E, por último, V.B. que me tinha como braço direito, mas eu abandonei o cargo obviamente. Ele é o soberano de Game Over e nem eu consegui ver sua forma atual. Ele vive se escondendo de todos”.

            – Ahh… – lamentam os outros escolhidos.

“Este é o mapa com tudo que apresentei”.

Diógenes projeta um mapa bem detalhado da planta de Game Over. Por ele, conseguiram traçar os planos.

            – Para entrar em Game Over é fácil. Não existe monitoramento de entrada, mas, para sair, a coisa é bem diferente – afirma Diógenes. – Nós todos tínhamos em nossas naves uma pedra chamada Continue que conseguia rasgar a barreira que protege Game Over e nos tirar daquele lugar. É a única forma de sair dali.

            – Isso explica as pessoas que iam para lá e nunca mais voltavam – afirma Tamires.

            – Sim, Tamires. Muitos não conseguem voltar e também viram prisioneiros do planeta ou ficam na região como escravos.

            – Mas isso é natural em Game Over – responde Toadsworth. – Todos aqueles que são esquecidos pelos jogadores vão para Game Over e não podem sair mais de lá. É a ordem natural da Galáxia Gamer. A pedra Continue é de nosso conhecimento. Quando mandamos expedições para lá para verificar o que ocorria, nós produzimos a pedra e mandamos para os visitantes. Acontece que provavelmente foram interceptados pela Elite Real e presos.

A complexidade da Galáxia Gamer aos poucos é revelada. Os escolhidos achavam que sabiam muito, mas era apenas a ponta do iceberg que tiveram acesso.

Com as explicações, Diógenes fala:

            – Bem, eu tenho uma proposta para iniciarmos nossas ações em Game Over. Nós primeiramente precisaremos de ajuda. Afinal, nós sozinhos enfrentaremos mais de 1000 soldados. Sem citar que alguns são os generais e seus braços de confiança, além de V.B.

            – O que propõe? – pergunta George. – Buscar ajuda em outros planetas que libertamos?

            – Isso levará muito tempo, exigirá transportes e é um esforço desnecessário. Afinal, já temos nosso exército lá em Game Over mesmo.

            – Entendi o ponto. Fala dos heróis que foram raptados por V.B.? – pergunta Mario.

            – Sim, eles também, mas me refiro aos próprios plebeus que podemos salvá-los, além, claro, daqueles presos no Limbo da Exclusão – complementa Diógenes.

Tamires rapidamente analisa as informações e entende a questão:

            – Salvar os plebeus escravos será fácil, imagino. Com eles, provocar uma confusão lá dentro mesmo é interessante para chamar a atenção. Assim, conseguimos soltar os heróis das prisões.

            – Exato! – concorda Diógenes. – Dessa forma, nossos heróis vão conosco ao lado da Elite Real. Enquanto eles cuidam dos inimigos menores, nos encarregamos de invadir os recintos dos generais. Afinal, precisamos de quatro chaves para adentrar os domínios do Castelo de V.B. Somente os generais a possuem. Com as chaves em mãos, vamos enfrentar V.B. e acabar com tudo. Essas chaves são uma medida de segurança em caso de guerras e provavelmente vão usá-las contra nós para proteger o mestre deles: o chefão final V.B..

Mario se levanta e diz:

            – Já temos tudo o que precisamos saber. Vamos dividir as equipes em cada parte: Roberta e Tamires cuidam de um dos Limbos da Exclusão; Sandro e George de outro. Eu fico de guarda para que vocês façam a libertação com segurança.

            – Ótimo. Eu ajudo você, Mario – diz Diógenes. – Depois, com nossas tropas, partimos para o outro lado.

            – Mas antes de tudo isso, vamos salvar os plebeus escravos – diz Tamires. – Todos juntos.

            – Certo! – afirmam George, Roberta e Sandro.

            – Então… vamos arrumar tudo para partir! – grita Mario.

            – SIM – gritam todos.

Os escolhidos preparavam as naves F-Zero e Airwing para a nova missão. Com tudo que precisavam, mapearam as coordenadas de Game Over passadas por Diógenes.

Com todos a postos em suas naves, Diógenes diz:

            – Sigam-me em velocidade máxima. Vamos acabar com essa palhaçada de Game Over. É agora!

As naves atingem velocidade impressionante e um rastro de luz é apenas o que Toadsworth vê nos céus. Ele diz:

            – Boa sorte, garotos. Salvem esse mundo das trevas. Resgatem a antiga Game Over.

 

 

No planeta Game Over, um dos servos de V.B. vem correndo para avisar:

            – Temos novos movimentos dos escolhidos, mestre. Eles, ao que tudo indicam, estão em direção ao planeta Game Over.

O vilão ri e diz:

            – Já não era sem tempo. Preparem tudo, pois estou sempre à frente de meus adversários. Hahaha… hahaha.. HAHAHAHA…

Continua…

Próximo Capítulo: A Realidade do Planeta Game Over – Os Plebeus Resignados por V.B.

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira (Editor-Chefe) – Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Pós-Graduado em Docência para Educação Profissional, MBA em Game Design e Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação. Foi redator do portal Nintendo Blast, professor de cursos técnicos e Game Designer/Sócio-Fundador do estúdio Céu Games por 6 anos. Atualmente, é professor de jogos digitais e escritor.

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