Gamers: Capítulo 59: Counter Strike entre XE e Tamires – Streets of Rage no Corredor da Morte

Continuando as lutas nos Limbos da Exclusão, George vence RP na primeira prisão. Já Roberta vence PG no segundo limbo.

Enquanto Diógenes consegue chegar com aliados para ajudar Mario, Tamires agora enfrenta XE, braço de confiança do general Z e o último deles ainda de pé. 

Gamers: Capítulo 59: Counter Strike entre XE e Tamires – Streets of Rage no Corredor da Morte

GAMEOVER_Gamers_limbosRoberta se afastou para observá-los do alto, voando, pois eram tantos tiros que teria que ficar esperta para não ser alvo deles.

Tamires e XE atiram um no outro, desviando de investidas e com tiros dos mais diversos.

– Garotinha… você é boa, realmente… Mas, minhas pistolas de prata são melhores – atirava com as duas.

A escolhida de Samus assumiu a Morph Ball. Em forma de bola, ela conseguia desviar-se com mais facilidade e também estava mais ágil. Partiu para cima dele.

XE vê o ato e começa a atirar contra a escolhida, porém ela desvia.

– Ok, belezinhas… – guarda nos coldres. – Agora é hora de adaptar meu braço mecânico.

O braço iniciou um processo de montagem à Megazord. Vários pedaços mecânicos começaram a mudar de forma e foram se construindo, formando uma bazuca nas mãos de XE.

Ele não pensa duas vezes e atira contra Tamires. O impacto é grande e joga Tamires longe, enterrando-a no chão.

A escolhida ainda permanecia na forma de bola. XE se aproxima para ver os danos, pois ela permanecia parada como se estivesse morta.

– Parece que minha belezinha foi suficiente – faz o braço mecânico voltar ao normal no formato de mão. Aproveita para pegar as pistolas de prata do coldre novamente.

Observa bem a adversária, chuta o corpo dela em Morph Ball. A bola de Samus rola um pouco pelo chão e para.

xe_light_gun– Nem deu para o cheiro essa escolhida. Com XE Light Gun, nada foge da minha mira de águia. Hahaha.

A bola de Tamires reage novamente. Ela se lança contra o peito de XE, jogando-o para trás. Depois, cai ao chão e quica, chocando-se com cada uma das pistolas de prata do inimigo.

Ele tenta atirar, mas a escolhida de Samus desvia e consegue desarmá-lo.

O adversário fica furioso:

– Minhas armas… Como ousa tocar nelas? – tenta recuperá-las.

Tamires já estava em sua forma Power Suit novamente e atira contra as armas, jogando-as longe com o tiro.

– Nem pensar, XE – diz Tamires. – Particularmente, você não tem a menor chance contra mim. A Power Suit aguenta muito mais impacto que essa sua bazuca.

Os dentes e punhos cerrados eram um demonstrativo da raiva de XE.

A escolhida pensa:

– Impressionante como tenho consciência do ki adversário e do meu agora. Uso minhas habilidades com rapidez e precisão. Isso é ótimo.

– Garotinha maldita! Estragou minhas belezinhas – transforma seu braço mecânico em uma pistola laser e ataca Tamires.

Zero_Suit_SamusAos poucos, ela esquiva-se das investidas e vai avançando contra ele. No meio do caminho, grita “Samus… Zero Suit”.

Tamires transforma sua roupa, ficando sem capacete e ganhando uma roupa azul bem colante, própria para ter mais agilidade e agir de modo furtivo, se fosse o caso.

– Eu lamento XE, – desvia dos tiros – mas tenho uma galáxia a salvar. Ainda faltam mais de 70% de inimigos a serem derrotados em Game Over – pula e atira no ar com a nova arma dessa roupa. – Paralyzer… Shot!

Ela lança um tiro no componente mecânico do braço de confiança de Z. Atinge-o, fazendo-o entrar em curto circuito e explodindo.

Tamires aproveita para dar um soco carregado de ki nele, deixando-o desacordado.

– Você perdeu, XE. – assopra o buraco do cano da arma, um pouco afastado dos lábios. – Sempre quis fazer esse gesto de filmes de cowboy. Haha. E essa roupa eu adorei.

– Está uma gata, Tamires – elogia Roberta. – Adorei essa roupa. Muito sexy.

– Obrigado, Roberta, mas… – lembra-se dos outros. – Vamos libertar todos e levá-los para fora. Precisamos ajudar Mario.

As duas escolhidas vão abrindo celas e libertando cada um deles. Convencem que se aliem a eles – o que não era muito difícil, dadas as circunstâncias e a liberdade proporcionada – e formam um grupo para ajudá-los contra V.B.

 

 

Diógenes e Mario lutavam bravamente contra os guardas de V.B. e monstros marinhos. Já contavam com a ajuda dos aliados que vieram da região dos Plebeus Resignados.

– Até quanto tempo vamos lutar? Cadê eles? – pergunta Diógenes, atirando e chutando inimigos. – Precisamos avançar!

– Ali… estou vendo – aponta Mario. – E pelo visto… conseguiram mais aliados.

Uma legião acompanha cada uma das duplas de escolhidos. George e Sandro com presos do Limbo 1; Roberta e Tamires do 2. Eles entravam para lutar e já davam cobertura aos escolhidos. Um deles grita:

contra_NES– Deixem conosco, escolhidos. Esses pequenos são por nossa conta – diz um soldado do jogo Contra.

– Vamos dar cobertura a vocês – diz outro, que era um periférico da Atari.

– Vamos ao castelo! – começam a gritar os novos aliados.

Os escolhidos se enchem de esperança com a cobertura e o incentivo deles. Sorriem para todos com confiança e assumem a frente das tropas aliadas.

Enquanto corriam em direção ao Castelo de V.B., uma conversa com seus aliados acontecia ao seguirem pelo Corredor da Morte. Os escolhidos estavam recebendo cobertura e não levavam mais investida e dano algum.

Tamires conversa com eles:

– Conversei com Roberta e enfrentamos ex-periféricos de videogames. XE Light Gun eu lutei. Já a Roberta, PG, a Power Glove. Isso aconteceu com vocês, George e Sandro?

– Sim – afirma George. – Enfrentei RP, Rumble Pak. Sandro: GL, Cabo Game Link.

– Normal – diz Diógenes. – Alguns periféricos se alistaram ao lado de V.B., foram treinados e se submeteram a experimentos que os deram forma humana. Isso acontece com os generais também, exceto DS.

– Porque DS não segue esse padrão? – diz, com dúvidas, Sandro.

– Ele foi salvo por V.B. na Terra e trazido por ele. DS deve muito a ele por isso. É tudo que eu sei. Lamento.

– Duvido – diz, desconfiada, Tamires. – Aí tem algo que V.B. mente ou esconde. De bondade não tem nada. Mas, ainda tem muito desse império de V.B. que não sabemos bem, nem mesmo Diógenes, que fez parte dele, sabe. Minha intuição diz isso.

– É, Tamires… – diz Mario. – Confio em sua intuição, mas, agora precisamos nos organizar. Diógenes, você falou sobre a segurança do Castelo de V.B. e chaves que estariam com os generais.

– Sim – afirma Diógenes. – Eles já devem tê-la acionado. Dessa forma, só entraremos no Castelo de V.B. se pegarmos as chaves nos fortes de cada general. Recomendo uma divisão da equipe e–

– O que é aquilo? – chama a atenção Sandro.

Os olhares dos escolhidos se direcionam bem próximo à entrada do Castelo de V.B. Faltava pouco para terminarem o caminho do Corredor da Morte. Logo, estariam no trecho que cruzava os caminhos dos fortes dos generais. Quer dizer… teriam obstáculos.

– É um gigante… – diz Mario. – Você sabia dele, Diógenes?

– Ouvi boatos, mas nada concreto. Se é o que estou pensando, só pode ser o Big Boss. Havia uma sala reservada, cadeada até os dentes, que nunca me deixaram entrar. Só via levarem comida e, acreditem, toneladas delas. Só pode ser para ele.

– Um gigante? – fala, assustada, Roberta.

– Eu adorei e quero dar porrada nele – diz Sandro.

Tamires olha de canto para o escolhido de Link e diz:

– E no que você não quer dar porrada?

– Sem rusgas! – pede Mario. – Vamos ter que nos organizar agora. Aquele grandalhão, pelo ki emitido, vai dar um bom trabalho. É necessária nossa divisão.

Diógenes então explica a região de cada general:

– Temos duas torres frontais de generais e duas traseiras ao castelo. Nas primeiras, temos à esquerda DS, general da divisão 32B; à direita, Z, general da divisão 8B. Eu enfrentarei DS. Tenho contas a acertar com meu mestre. Sejam rápidos nas escolhas. Já estamos próximos do castelo.

– Eu fico com Z – diz Tamires. – Ainda não suporto esse atirador e o que fez a nós desde Hyrule.

– Atrás, – continua Diógenes – temos TP à esquerda, general da divisão 64B, e à direita M, general da divis–

– TP é meu – diz Sandro. – Espadachim maldito. Vou me vingar também de Kongo Jungle.

– Essa M é minha – diz Roberta. – É outra que preciso ensinar o que é ser mulher de verdade. Desde Dreamland não topo com essazinha.

– Ótimo, pessoal – diz Mario. – Parece que George e eu ficamos com o Big Boss. Em dois, temos força para detê-lo. Cuidamos do gigante enquanto nossos aliados cuidam dos guardas.

Diógenes pensa sobre onde cada um iria e diz:

– Perfeito. Estamos preparados e–

big_boss_giantEles chegaram próximo à entrada do Castelo de V.B. De fato, Big Boss estava lá. Tinha um jeito bobão, mas era muito forte. Ele segurava um tacape proporcional ao seu porte, roupas de bárbaros e, na testa, o símbolo de V.B. cravado nela.

– Escolhidos… bãbãbããã… – diz ao vê-los, deixando cair uma baba que cobre cinco guardas abaixo dele, ao cair. – V.B. mandou matá-los. Matá-los!

– Ele deve ser bem lento – comenta Sandro.

Mal terminou a frase e o tacape de Big Boss avançou em cima deles. Por onde a arma golpeava, jogava os aliados dos escolhidos longe. O vento que ela provocou com o impacto foi o causador dessa situação, fora o buraco que se formou. Ainda bem que a ponte era resistente, leitor.

– Retiro o que disse – diz Sandro. – Como pode ser tão rápido?

Os escolhidos sentem a força de Big Boss. Também, ao irem para outra posição, ao desviarem da investida dele, veem 4 fechaduras protegendo o Castelo de V.B.

– Uma vez que tivermos as quatro chaves, o campo de força que protege o castelo se desfaz – afirma Diógenes.

Os escolhidos estão articulados e sabem seus destinos, mas Big Boss não dá trégua para eles.

–  Bãbãbããã… Vai ser divertido Big Boss brincar com vocês – balança o tacape pelo ar. – Bãbãbããã… – mais baba caindo pelo chão.

            – Que nojo! – reclama Roberta. – Não é fofo!

E agora?

 Continua…

Próximo Capítulo: O Confronto com Big Boss – A busca das Chaves do Castelo de V.B.

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira (Editor-Chefe) – Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Pós-Graduado em Docência para Educação Profissional, MBA em Game Design e Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação. Foi redator do portal Nintendo Blast, professor de cursos técnicos e Game Designer/Sócio-Fundador do estúdio Céu Games por 6 anos. Atualmente, é professor de jogos digitais e escritor.