Gamers: Capítulo 65: Adentrando o Castelo de V.B. – Heróis dos Games contra Escolhidos

Finalmente os escolhidos conseguiram as quatro chaves, derrotando os quatro poderosos generais de V.B. Com elas, eles podem tirar a barreira do Castelo de V.B. e adentrar no local.

Chegou a hora de explorar o covil do grande vilão, mas eles não esperam encontrar ainda desafios antes de chegar perto dele. E de quem menos esperam.

Gamers: Capítulo 65: Adentrando o Castelo de V.B. – Heróis dos Games contra Escolhidos

GAMEOVER_Gamers_giganteEnquanto enfrentavam cada general, George e Mario seguravam as pontas junto aos aliados. As tropas de V.B. estavam perdendo forças, mas os reforços vindos de outros planetas ajudavam a tornar a luta cansativa e sem fim.

Os dois escolhidos precisavam descansar. A batalha contra V.B. estava próxima e precisavam de energias. Procuraram então se afastar das lutas. Em alguns momentos, procuraram revezar posições, pois alguns inimigos eram fortes e não podiam abandonar os dois na arena de lutas.

Cada canto de Game Over virou um ringue de batalhas que pareciam não ter fim. As forças do vilão contra os escolhidos.

Fora isso, o tempo que estavam fazendo esse revezamento, juntando a ansiedade, estava deixando-os nervosos e impacientes com a chegada dos outros escolhidos que enfrentavam os generais.

– Onde estão? – pergunta George. – Vimos a torre do general 32B ser totalmente destruída, solavancos dessas regiões…

– Eu sinto que conseguiram sim – diz, confiante, Mario. – Senti presença de ki deles após todo esse alvoroço das torres. Não posso falar de Sandro e Roberta, pois estão em torres mais afastadas, mas Tamires e Diógenes estão bem.

– Estou ansioso pelas chaves e– – George para de falar ao ver algo.

Os quatro escolhidos que enfrentaram os generais chegaram. Estavam cada um com as chaves nas mãos. Foram abraçados pelos outros que ficaram ali, mas rapidamente Mario já pede:

– Vamos abrir logo. Não temos tempo a perder. A fonte central dos problemas de Game Over precisa ser detida. Coloquem as chaves na porta! George e eu vamos dar cobertura.

Enquanto os dois lutavam com guardas, que tentavam impedi-los de colocar as chaves nas fechaduras do campo de força, cada escolhido colocou a sua chave nas quatro fechaduras que protegiam o Castelo de V.B.

bombermanCom as fechaduras dando ponto de abertura, a barreira começa a deixar o castelo aos poucos. Todos os aliados dos escolhidos vibraram para eles. Estavam emocionados e sabiam que iriam enfrentar V.B. nesse momento. Uns gritaram:

– Deixem os guardas conosco – dizia um joystick de Master System, prendendo inimigos com o cabo de ligar no videogame.

– Entrem logo! – gritava o Bomberman, jogando bombas nos aliados de V.B.

E assim fizeram. A porta do castelo se abriu para eles levemente. Eles adentraram e ouviram-na fechar atrás deles com força. Estavam dentro do castelo.

O Castelo de V.B. era mais colorido, diferente de Game Over naquelas cores vermelhas e escuras predominantes. O impressionante é que estavam no primeiro ambiente do castelo: ele tinha as mesmas características do Reino de Mushroom. Parecia um campo aberto e não havia as paredes e o concreto pesado que viram na entrada dele, típico dessas construções.

– Nós estamos de volta ao Reino de Mushroom? – pergunta-se Mario.

– Como pode esse universo estar dentro desse castelo? – questiona Sandro.

– Simulações criadas por V.B. – responde Diógenes.

Todos ficam surpresos, exceto Tamires, que logo respondeu:

– Entendo… Para conseguir tal feito, provavelmente ele está exercendo algum tipo de controle mental em nós aqui dentro.

– Sim, as ilusões são feitas dessa forma – diz Diógenes. – Mas fiquem tranquilos. V.B. nunca soube o porquê dos escolhidos nunca poderem ser controlados por ele. Com os seres dos outros planetas foi fácil, mas conosco nunca foi possível. Por isso nunca tive um controle, precisei ser manipulado e perder… – lembra com raiva. – minhas memórias. Desgraçado!

– Calma, amigo – pede Mario. – Logo nós acertaremos as contas com ele. Acabaremos com o império de desgraça de V.B. hoje.

– Vejam, pessoal – diz, Roberta. – São Mario, Luigi, Peach e Samus ali na frente!

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De fato, quando observaram viram os quatro heróis livres na frente deles. Roberta ficou muito feliz e foi até eles para vê-los de perto, dar um abraço. Afinal, quanto tempo esperaram por esse momento!

Tamires achou estranho e gritou:

– Não! Cuidado, Roberta.

Peach tenta dar uma guarda-chuvada na escolhida de Kirby. Roberta defende-se com o antebraço. Depois, Luigi aplica um chute e Mario, um soco. Ela se esquivou dos golpes e se afastou deles, dizendo:

– O que vocês estão fazendo? – transforma-se em Meta Knight e prepara a espada.

– Observem os olhos deles… – diz Diógenes. – Estão vermelhos. Fora a tradicional marca de V.B. em suas roupas. Não sentem um ki maligno em volta deles?

– Sim. Estão controlados por ele! – diz Tamires.

– Eu cuido deles – diz, determinado, Mario, partindo para cima de Super Mario.

– Vou ajudar você, Mario – diz Tamires, mas Samus começou a atirar contra ela. Trocaram tiros pelo ambiente.

Diógenes avista uma escada que os leva ao outro andar:

– Podemos seguir em frente. Vamos pela escada, ela leva ao andar acima. V.B. está na sala do topo da torre.

– Mas… vamos deixar os outros? – pergunta George.

– Nós cuidamos deles e logo chegamos até vocês. Só nos esperem! – grita Mario.

– Eu tenho contas a acertar com V.B. – diz, bravo, Diógenes. – Antes de ir… Esse deve ser um controle de V.B. local, Mario. Procure atrás do pescoço deles o equipamento acoplado. Destrua-o e estarão livres conosco.

Ele entendeu o que Diógenes disse, mas não houve tempo. Super Mario pula em direção ao Mario para tentar novamente um pisão bem em cima dele. Ele desvia e aplica um soco no herói, mas Super Mario defende.

– Precisamos cuidar com a força, Tamires. Só precisamos tirar o controle de V.B. deles.

– Entendi – Tamires tentava dar tiros de aviso em Peach, mas a princesa rebatia todos, protegida pelo seu guarda-chuva.

Luigi pulou e pegou embalo com seus pés para manter-se no ar por mais tempo. Do alto, tentou golpear Tamires, esta ocupada com Peach.

A escolhida pulou para o lado, desviando da investida, e visualizou o equipamento em Luigi. Ela mirou bem e deu um tiro certeiro, destruindo-o e libertando o irmão de Super Mario do controle de V.B.

– Ótimo – deu um mortal para desviar do ataque de Peach, ficando atrás da princesa. – Agora você! – atirou na nuca e libertou Peach de V.B.

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Mal deu tempo para respirar e Samus acertou um tiro nela. A escolhida cai e toma o foco nela.

– Power Suit! – muda para a armadura oficial.

Samus tenta de todas as formas acertar a escolhida, mas ela desvia de todas.

Já Mario defendia-se dos ataques de seu herói, mas aproveitou para prender Super Mario em um mata-leão. Tamires aproveita para destruir o equipamento de controle e libertar Super Mario também.

A caçadora de recompensas tenta atirar em Tamires nessa oportunidade, mas a escolhida desvia e parte de frente para atacar Samus.

– Não quero lhe fazer mal – dá uma rasteira em Samus, fazendo-a cair de bruços no chão.

Tamires aproveita para quebrar o dispositivo no pescoço dela.

Assim, todos estavam livres. Os quatro heróis estavam desnorteados, mas Peach, ao ver os dois escolhidos, vibra de emoção e os abraça com muito carinho.

– São eles… os escolhidos – começa a chorar. – Vocês vieram ao meu chamado e chegaram até aqui – alisa os rostos deles com carinho. – MARIO!!! LUIGI!!! Eles são nossa salvação!

– Woooaaaa… – exclama Luigi. – Os escolhidos?

– Mamma mia – Super Mario diz ao vê-los. – São eles mesmos. Mas não lembro de mais nada que aconteceu. Só que estávamos presos no covil daquele… monstro.

– Vocês foram controlados por V.B. – diz Mario.

– Nós os libertamos! – responde Tamires.

Peach apresenta os garotos:

–  Esse – encosta no ombro de Mario. – representa o nosso mundo, meninos. Ele é o nosso escolhido e tem os poderes dos Irmãos Mario. Ele se chama…

– Mario – diz, envergonhado, o adolescente.

Luigi e Super Mario cumprimentam com orgulho e felicidade o escolhido que representa o mundo deles.

Samus se levanta do chão e vê Tamires com a Power Suit, mas sem o capacete, pois a escolhida o segurava embaixo do braço.

– Você… é a minha escolhida? – diz Samus, tirando o capacete de sua armadura, e lança a mão para um cumprimento.

Tamires sorri para ela, aperta a mão e diz:

– Sim, com muito orgulho. Espero estar honrando o nome da mais famosa caçadora de recompensas da Federação Galática.

– Pessoal… – chama Mario. –  O papo está bom. Sabe… Gosto muito dos games de vocês, mas precisamos salvar um mundo. Os outros já subiram os andares.

Os heróis e Tamires assentiram com a cabeça, concordando com ele. Assim, seguiram pela escada para subir ao próximo andar.

Peach ficou por um tempo, observando-os subindo as escadas. Estava maravilhada, pois seus esforços não foram em vão naquele dia no seu castelo.

– Nossa esperança está mais perto do que imaginamos. Eu sempre tive fé – pensa Peach.

– Ei, Peach… vamos – chama Luigi.

Super Mario sorri para a princesa e a chama também.

Samus assentiu com a cabeça uma vez, discretamente a chamando também para junto de todos.

Ela corre em direção a eles para o próximo andar do Castelo de V.B.

 

 

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No segundo andar, o ambiente se passava em Kokiri Forest, região de Hyrule. Sandro e Link travavam uma luta de espadas intensa. Já Roberta lutava contra Kirby, trocando de poderes com ele e tentando de tudo para libertá-lo do controle de V.B. Nesse momento, Roberta disputava forças com o martelo de King Dedede enquanto Kirby veio como uma bola de fogo poderosa contra ela, pois usava o elemento e seu poder intenso.

Diógenes conseguiu libertar Fox do controle já. Sua mira com sua pistola laser era precisa, mas foi necessária uma batalha antes para atingir esse ponto fraco.

A raposa agradeceu, lembrando-se do dia de Corneria, e disse ao seu escolhido:

– Sabia que ia se lembrar do seu papel conosco, nosso escolhido – diz, com orgulho, Fox, batendo nas costas do escolhido.

– Lamento tê-los feito passar por tudo isso em Corneria – diz, triste, Diógenes. – Mas agora posso mudar essa história.

starfoxmcloudFox e Diógenes miram suas armas para Link e Kirby, respectivamente. Os dois lançam seus tiros de laser: um em cada herói.

Os tiros vão em direção aos equipamentos de controle no pescoço, que são destruídos. Kirby e Link estão livres. Fox comenta:

– Esse é um verdadeiro Star Fox. Só espero ter o mesmo talento que eu com naves.

– Acredite. Eu tenho! – afirma Diógenes, mas olha para a escada seguinte e se enche de ódio. – Preciso deter V.B. Cuidem dos heróis enquanto sigo adiante para dar uma força ao George. Quero chegar logo ao V.B. e acertar as contas com ele.

Roberta e Sandro concordaram, mas também procuraram conversar com seus heróis.

– Link… Temos a coragem em comum. Zelda nos fez virar adolescentes com a Ocarina do Tempo.

Link riu e disse:

– Zelda deixa saudades. Mas passei pelo mesmo, amigo. Se estás aqui, Hyrule está em paz agora. Fico mais tranquilo e vejo que és um honrado guerreiro.

Sandro ficou todo orgulhoso e metido, levantando a sua espada com orgulho. Link achou bem divertida aquela atitude dele.

kirby_fireJá Kirby e Roberta não paravam de se abraçar, de apertar as bochechas um do outro porque eram fofos demais.

– Ai que fofinho que você é – dizia Roberta. – Sou sua escolhida e vou defender tudo aqui como fiz em Dream Land.

Kirby sorri para ela, muito feliz, e novamente dá mais um abraço. Sabia que ela era a escolhida e tinha orgulho do caminho percorrido por ela.

– Vamos seguir adiante, Roberta – diz Sandro. – Diógenes está bravo e quer enfrentar V.B. sozinho. Não podemos deixar acontecer isso. Somos uma equipe.

Roberta fica surpresa com as palavras sérias do amigo e assente com a cabeça para ele, determinada.

 

 

Já no terceiro andar, o mundo era Kongo Jungle. George enfrentava a força de Donkey e Diddy Kong sozinho.

– Que macacos insistentes e fortes – desviava de um soco do Donkey Kong.

George vê Diógenes chegando e diz:

– Diógenes… como estão os outros?

– Estão indo bem. Logo estarão aí. Espere-nos aqui. Sei que dá conta e tenho assuntos a tratar com V.B. sozinho.

George concordou, mas estava preocupado. Sozinho contra V.B.? Porém não podia fazer nada agora, pois estava ocupado com os macacos.

donkey_diddyDiddy Kong tentou lançar tiros Peanut Bombs em George, mas o escolhido agarrou Donkey Kong fazendo o tiro pegar no pescoço do seu herói. Assim, o mecanismo de controle é destruído e o gorilão é libertado.

– Agora só falta o Diddy Kong – George voa com seu ki, simulando o jato portátil de barris.

O escolhido desvia dos tiros de Diddy Kong e golpeia o herói, fazendo-o cair ao chão. Enquanto estava deitado de costas, George vai até Diddy e quebra o equipamento contido nas costas deles.

Os dois heróis estavam livres e reconheceram um semelhante em George. Fizeram barulhos de macaco, batendo no peito como se tivessem tocando um tambor. Depois, abraçaram forte o escolhido.

– Ai que dor… – diz George. – Mas também gosto de vocês. Kongo Jungle está bem e suas bananas também.

Donkey Kong fica ainda mais feliz e faz o abraço seguir a mesma proporção. Diddy Kong estava perto e pulando em volta deles, muito feliz.

 

 

Após um certo tempo, os escolhidos e heróis se reuniram no ambiente de Kongo Jungle.

Todos se cumprimentaram e ficaram muito felizes com o reencontro de todos ali.

Mario diz:

– Que bom, George, que você está bem.

– Legal, amigo – diz Sandro.

– Mas onde está o Diógenes? – pergunta Tamires.

– Então… precisamos seguir no próximo andar juntos – diz George. – Ele foi sozinho para acertar contas com V.B.

Todos ficaram de olhos arregalados e Mario disse:

– Ele devia ter nos esperado. Deve estar com vontade de se vingar do que o vilão fez com ele, mas é muito imprudente isso.

– Precisamos ir para lá agora, Mario – diz, aflita, Tamires.

Uma risada maligna começou a invadir o local onde estavam. O cenário de Kongo Jungle se dissolveu, dando lugar ao cenário real daquele recinto: uma sala comum de castelo.

Os escolhidos ouviam que a risada vinha do andar de cima e partiram para lá junto com os heróis dos games.

Ao chegarem no andar acima, deparam-se com uma cena chocante: era V.B. Estava encoberto por sombras naquele lugar lúgubre. Podia-se perceber apenas uma silhueta de seu corpo. Com as mãos, ele segurava Diógenes pelo pescoço, bem debilitado e, aparentemente, inconsciente. Ele dizia:

– Vejo que seus amiguinhos chegaram para te salvar, traidor – jogou Diógenes em direção aos escolhidos como se faz com um saco de lixo na lixeira.

Super Mario e Mario apararam o garoto debilitado.

– Por que fosses sozinho? – diz Mario e pede aos heróis que cuidem dele. – Já chega, V.B. Revele-se para todos! Está na hora de acabarmos com essa maldade que assombra a Galáxia Gamer.

Link começa um tratamento em Diógenes com poções de cura. Peach também ajuda com um item especial que tinha em uma de suas cartinhas especiais que mandava ao Super Mario.

Assim, os cinco outros escolhidos se posicionaram na frente e todos encararam aquela forma de V.B. Estavam determinados a derrotá-lo e revoltados com o que fez com Diógenes.

– Ora, ora… os escolhidos. É bom tê-los aqui, pois poupam o meu trabalho. Posso matá-los, pegar os seus poderes e finalmente ter o poder pleno da Galáxia Gamer.

– Isso nunca vai acontecer! – grita Mario. – Renda-se para nós. Viva em paz como os outros periféricos.

– HAHAHAHA… HAHAHA… HAHAHAHAHA – a risada aterrorizava e fazia o ambiente se agitar. – E jogar todo o meu esforço assim em vão: todas as alianças, articulações e lideranças que exerci por esse tempo para promover a revolução que comecei em Game Over, hoje estando em diversos planetas da Galáxia Gamer? Nunca! Sabe… Diógenes só facilitou o meu serviço. Ele só adiantou o inevitável nessa luta que já perdura há tempos entre nós. Eu confesso que até me diverti bastante com vocês, mas agora chega! Chega do que vocês já vêm provocando em minha Galáxia! Atrapalhando meus planos, destruindo o meu império e trazendo caos à ordem que já havia estabelecido. Fiz com que tivessem seus poderes plenos, mas agora, escolhidos…

Saía das sombras. A forma dele fica visível aos escolhidos e heróis. Não era mais aquela silhueta que viam. Era uma forma de ciborgue, forte e bastante poderosa pela imponência aparente do físico. Seus olhos tinham um visor vermelho que remetia a um periférico também, mas não sabiam qual… não vinha na memória deles.

– CHEGOU A HORA DE FAZEREM VOCÊS VIRAREM LENDA NOVAMENTE! – grita V.B.

Continua…

Próximo Capítulo: O encontro com V.B. – O arrependimento de DualShock

Fabiano Naspolini de Oliveira

Fabiano Naspolini de Oliveira (Editor-Chefe) – Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Pós-Graduado em Docência para Educação Profissional, MBA em Game Design e Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação. Foi redator do portal Nintendo Blast, professor de cursos técnicos e Game Designer/Sócio-Fundador do estúdio Céu Games por 6 anos. Atualmente, é professor de jogos digitais e escritor.