PlayReplay: Gameficação: “I wanna play a game!”

Antes de apertarmos o “start” nesse assunto, é essencial que você tenha uma informação em mente: a gameficação é usada em contextos e ambientes nos quais ninguém espera encontrar um jogo.

Com isso em mente, agora sim vamos à explicação mais aprofundada: na prática, gameficar é utilizar técnicas e ferramentas básicas da criação e desenvolvimento lógico de games para tornar algo que não é um jogo — desde o trabalho de um funcionário de uma empresa de qualquer área até o ensino de uma matéria escolar, por exemplo — em algo próximo disso.

A razão de gamificar

Mas para que? Em resumo, para fazer com que algo que é considerado chato pelas pessoas deixe de ser chato.

Quem tem o vício de jogar no celular, console de videogame, portátil e até mesmo quem joga baralho entende muito bem o efeito que um simples jogo pode produzir em uma pessoa.

Quantas vezes você ou alguém que você conhece ficou horas jogando o mesmo jogo? Já se perguntou o porquê disso? Simples: porque é lúdico. É divertido, desafiante, prazeroso de se fazer. Porque o jogador quer saber o que vai acontecer no final. Ou, simplesmente, porque quer vencer outro jogador ou resolver o problema proposto pelo jogo.

E quem tem motivação para dar um jeito de driblar o trânsito? Para escorregar o mínimo possível na alimentação e se manter saudável? E para fazer reuniões, então… É nessa motivação quase sempre nula que a gameficação trabalha!  

 

A busca pela motivação

As empresas, grupos e toda boa organização que se preze procuram pessoas motivadas, pois são elas que acabam agindo como se espera e, consequentemente, trazendo lucro, resultados positivos e divulgação.

Ainda dentro do assunto, vale relembrar os tipos de jogadores listados por Alexandre Sena e Dennis Coelho anteriormente, quando falaram sobre a resolução de problemas reais com o uso da gameficação <https://fabricadejogos.net/posts/artigo-gameficacao-resolvendo-problemas-reais-com-elementos-de-games>:

  • Realizadores: são motivados por fazer o que o jogo lhes pede, agindo no mundo virtual. Gostam do status formal na hierarquia do game e no pouco tempo que o conseguiram;

  • Exploradores: querem ser surpreendidos, descobrir mistérios, investigar, explorar. Gostam de orientar jogadores menos experientes como um mestre;

  • Socializadores: querem interagir com outros jogadores, buscando conhecer, conversar e buscar informação com eles. Tem orgulho das amizades e influência nessa rede social;

  • Predadores: interessados em demonstrar o quão superiores são em relação aos outros jogadores. Usam o mundo do jogo como catarse. Orgulham-se de sua reputação e da habilidade de combate.

 

Quem gamefica?

Hoje as marcas estão apostando cada vez mais na gameficação, e os aplicativos e campanhas estão aí para provar essa afirmação. Tudo agora tem sua recompensa: suas ações nesses apps ou websites te levam subir de nível, ganhar títulos e troféus, brindes, acessos restritos, reconhecimento dentro da comunidade de determinado nicho etc.

Nos casos empresariais, pode rolar até promoção e aumento de salário. E tudo o que você precisa fazer é participar de competições e desafios ou resolver puzzles e problemas criados pela marca conseguindo um excelente desempenho.

Quando a moda do “quem-tiver-mais-like-no-facebook-ganha-a-promoção” ainda era moda, a gameficação tomou proporções inimagináveis. Mas como todo carnaval, essa festa teve seu fim.

E, em seguida, outra marca lançava outro produto cheio de gameficação! Waze chegou com seu app para o trânsito, Tecnonutri para ajudar na manutenção do corpo, Trello para organizar reuniões e por aí vai.

 

A cada momento, uma nova empresa cria um novo aplicativo que, apostando na gameficação, tem grandes chances de se tornar um sucesso.

Já pensou no que Jigsaw, o protagonista de Jogos Mortais, queria dizer com sua célebre frase “I wanna play a game”? Gameficar a estadia de todos os personagens dos filmes em sua brincadeira doentia.

A justificativa de Jigsaw era clara: fazer com que, através dos jogos, as pessoas sobrevivessem e, consequentemente, dessem mais valor para suas vidas. Esse é apenas um dos vários exemplos de gameficação dentro do cinema — mas ainda bem que é pura ficção…

O importante é ter em mente que hoje em dia boa parte dos elementos do seu cotidiano são gameficados. Desde o programa de metas do seu trabalho ao aplicativo que você usa para monitorar suas atividades físicas, tudo fica menos tedioso quando carrega elementos dos bons e velhos games.

Conheça e curta o PlayReplay: http://www.playreplay.com.br/

Janai­na Pereira (PlayReplay)

Janai­na Pereira (PlayReplay)

Gamer desde o Alex Kidd do Master System II brasileiro até o Playstation, trabalha como Chief Dialog Designer para interfaces com foco em UX. É pós-graduada em roteiro audiovisual e seus jogos preferidos são os indies e os clássicos. Não vive sem literatura, séries, cinema, trilhas sonoras e um baralho na mochila! Ajuda o Fábrica junto ao Portal PlayReplay.

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